A possível nova portaria pode facilitar o acesso de visitantes, gerar renda, fortalecer a economia local e valorizar as belezas naturais da Serra Capixaba
Por Thamiris Guidoni
A comunidade de Pedra Roxa, em Ibitirama, no Parque Nacional do Caparaó, poderá se tornar ainda mais acessível para turistas com a futura abertura de uma nova portaria no Pico da Bandeira. A medida visa facilitar o acesso de visitantes, estimular o turismo sustentável e gerar desenvolvimento econômico para as comunidades vizinhas.
Conhecida por trilhas e paisagens que conectam montanhas e vales, Pedra Roxa oferece experiências únicas de contato com a natureza. Com a portaria, será mais fácil chegar a mirantes, trilhas e áreas de lazer, incentivando atividades como trekking, observação de fauna e flora e turismo de aventura.
Além do impacto econômico, a iniciativa também reforça a preservação ambiental. O acesso controlado permitirá fiscalização eficiente e proteção dos ecossistemas, garantindo que a beleza natural da região seja preservada para as futuras gerações.
Durante a visita do ICMBio à comunidade, o prefeito de Viana, Gilson Daniel, ressaltou a importância do projeto.
“Essa região que está tendo vários investimentos do governo do Estado, da parceria com o governador Renato Casagrande, e no nosso mandato também. Esse local, conhecido como base de campo de Pedra Roxa, do Parque Nacional do Caparaó, vai ser totalmente reformado”.
E completou: “Nós colocamos R$ 400 mil para poder reformar e fazer dessa região uma das mais belas da natureza, mas também com grande potencial turístico do Espírito Santo. Viemos visitar para trabalhar e ter a possibilidade de uma portaria do Pico da Bandeira aqui em Pedra Roxa, numa discussão que estamos fazendo com a prefeitura e também o ICMBio. Vamos avançar cada vez mais.”
Embora ainda não haja registros oficiais da visita nos sites da Prefeitura de Ibitirama ou do ICMBio, um vídeo publicado por Gilson Daniel mostra a comitiva percorrendo a região e reforçando o potencial turístico da iniciativa.
A abertura da possível portaria no Pico da Bandeira representa uma oportunidade estratégica para transformar Pedra Roxa em um ponto turístico de referência no Espírito Santo, fortalecendo a economia local e consolidando o Caparaó Capixaba como destino imperdível para quem busca natureza, aventura e experiências autênticas.
O Pico da Bandeira
O Pico da Bandeira, localizado no Parque Nacional do Caparaó, na divisa entre Espírito Santo e Minas Gerais, é a terceira maior montanha do Brasil, com 2.892 metros de altitude, atrás apenas do Pico da Neblina e do Pico 31 de Março. Embora esteja na divisa entre os dois estados, 70% da montanha, incluindo o cume, fica no lado capixaba.
O nome Pico da Bandeira surgiu em 1859 por determinação do imperador Dom Pedro II, que mandou instalar uma bandeira imperial no cume. Na época, o pico era considerado o ponto mais alto e imponente do Brasil Imperial.
Hoje, embora não seja mais a montanha mais alta do país, o Pico da Bandeira é a mais acessível entre as três maiores, além de ser a montanha brasileira com maior isolamento topográfico — ou seja, a maior distância em relação a outra montanha de mesma altitude — ocupando 21ª posição no ranking mundial e 5ª nas Américas.
O pico também está entre os lugares mais frios da Região Sudeste, com temperatura média de cerca de 15°C no verão e podendo chegar a -14°C no inverno. O acesso é possível tanto pelo lado de Minas Gerais quanto pelo Espírito Santo, mas a principal entrada fica no lado capixaba, pela Portaria Capixaba do Parque Nacional do Caparaó, no distrito de Pedra Menina, município de Dores do Rio Preto, a 250 quilômetros de Vitória.
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