Planos de saúde terão que cobrir teste de zika vírus

O custo do exame é de R$ 1.6 mil e a resolução da ANS entra em vigor em 30 dias. 

A partir de julho, a identificação dos casos de zika vírus não será mais feita de acordo com os sintomas apresentados pelos pacientes, como ocorre atualmente. A ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar), que regula os planos de saúde, determinou que as operadoras terão de cobrir as despesas com três tipos de testes para diagnosticar a infecção pelo zika vírus, um procedimento que custa R$ 1.600,00.  

A resolução da ANS, que amplia o rol de procedimentos obrigatórios, foi assinada pelo presidente da agência José Carlos de Souza Abrahão e entra em vigor em 30 dias. A Fenasaúde, federação que reúne as principais operadoras de planos de saúde, afirmou em nota que apoia a decisão do governo que fez a inclusão dos testes no rol de procedimentos obrigatórios antes do prazo normal de atualização da tabela, que seria de dois em dois anos. A última foi em janeiro deste ano com 21 novos itens.

A entidade também informou que é fundamental que o exame seja solicitado adequadamente, guiado por protocolos científicos, para garantir sua eficiência clínica e a sua sustentabilidade junto às operadoras de saúde. Nesse sentido, é imprescindível que a amplitude desta cobertura seja delineada por uma Diretriz de Utilização (DUT), como proposto pela ANS. A confirmação do diagnóstico não altera a conduta clínica.

O zika virus que pode causar a dengue e a febre Chikungunya e nas gestantes, o vírus pode causar a microcefalia no feto. Por isso, no caso das grávidas, a certificação de doença é importante, pois irá orientar o profissional de saúde na condução do seu pré-natal, e preparar a gestante e seus familiares para o caso de se identificar anomalia que comprometa a formação do feto.

 

 

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