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Pix deve chegar a 40,4% dos pagamentos nas compras online

Projeção é para até 2026 e igualaria o Pix ao cartão de crédito. Especialistas no Estado comentam.

Por Gustavo Costa

Em uso desde 2020, quando foi lançado pelo Banco Central, o Pix caiu no gosto dos brasileiros e a cada ano aumenta a sua importância para pagamentos de compras online. O sistema será responsável 40,4% das compras online até 2026, apontou um estudo da Ebanx divulgado nesta quinta-feira (25).

Só para base de comparação, 29,45% das compras online em 2023 foram feitas utilizando o Pix, de acordo com a Payments and Commerce Market Intelligence.

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Se a projeção se confirmar, o Pix quase se igualaria ao cartão de crédito como principal meio de pagamento online no país. No ponto de vista do Gabriel Meira, líder de Relacionamento dos Comitês Qualificados de Conteúdo do Ibef-ES, essa projeção é muito provável. “Mais da metade da população brasileira já tem conta registrada no Pix. Foram mais de meio trilhão de reais transacionados com o ano de operação. Então, o PIX hoje é uma revolução no sistema bancário que o próprio Banco Central fez e que seus efeitos serão estudados por muito tempo”, falou ele.

Para Meira, esse alcance do Pix deve inclusive ganhar mais funções, como Pixsac, Pix automático, parcelamento de conta, entre outras.

Razões do sucesso

Com a premissa de ser uma alternativa eficiente e gratuita, o Pix rapidamente se espalhou pelo Brasil e hoje muitos já se sentem confortáveis no uso do sistema no cotidiano. Para o advogado tributarista Francisco Guaitolini, acredita que a ferramenta agrada bastante por conta da velocidade com que o pagamento é detectado. “O usuário vai fazer uma compra e, imediatamente, é feita a transferência e o negócio ele é concretizado. Acho que é interessante tanto para o usuário quanto para loja, que já vai ter aquele recurso financeiro imediatamente no seu fluxo de caixa”, explicou.

Guaitolini lembra que, inclusive, é uma prática comum que as lojas e-commerce apliquem descontos quando o pagamento é feito por Pix, dando ainda mais incentivo para que as pessoas o utilizem. “É razoável a projeção pelo Pix ter agradado tanto ao brasileiro. Ele faz o pagamento e imediatamente o pedido já começa a ser processado. Isso adianta todo o fluxo logístico para a entrega daquela mercadoria que ele adquiriu em uma plataforma online, diferentemente do boleto, no qual você faz o pagamento e somente depois de alguns dias é que aquele pagamento vai ser compensado”, frisou ele.

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