Referência em geopolítica, Heni Ozi Cukier, o professor HOC, comenta sobre como a crise entre Irã e EUA pressiona preços no Brasil
Por Amanda Amaral
Diante de profundas transformações nas relações de poder no cenário internacional, em que a cadeia global de valor está sendo redesenhada, qual o papel do Brasil e do Espírito Santo neste contexto? É o que responde um dos maiores especialistas em geopolítica do País, Heni Ozi Cukier, o professor HOC.
HOC também é referência nacional em economia internacional e mestre em Resolução de Conflitos e Paz Internacional pela Universidade Americana, em Washington. O especialista comanda o maior canal de geopolítica do Brasil no YouTube. Ele esteve em Vitória, na terça-feira (03), para a apresentação do Relatório de Gestão 2025 do Sistema da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no Espírito Santo (Fecomércio-ES) – Sesc-ES e Senac-ES.
Com exclusividade, participou do ES Brasil Entrevista, e comentou sobre o atual ambiente de incerteza global. Especificamente o conflito entre Estados Unidos e Irã e, como consequência o fechamento do Estreito de Ormuz, explicou que, dependendo do nível e da duração dessa ação, o preço do petróleo pode subir muito mais, do que a alta apresentada nos últimos dias.
“Na verdade, o preço está até baixo, perto do que significa em termos de impacto para o mercado, de oferta e demanda. E o peso desse fechamento, estamos falando de mais de 18 milhões de barris que foram retirados do mercado, uma vez que nem Arábia Saudita, nem Emirados Árabes, nem Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque e o próprio Irã, conseguem passar pelo estreito”, disse.
O professor também contextualizou os impactos desse conflito para o Brasil e o Espírito Santo – segundo maior produtor de petróleo do Brasil. “Isso deve continuar impactando o preço e com isso eventualmente o Brasil vai ser impactado, porque todo mundo depende do petróleo, todos os preços são impactados com o petróleo”, afirmou.
Para além dos impactos econômicos, sobre algum risco geopolítico à espreita do Brasil, HOC afirmou: “O Brasil está longe dos problemas. Basta o Brasil saber se posicionar de forma neutra, sem convidar os problemas para perto da gente, e está tudo bem.”

