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quinta-feira, 18 abril, 2024

Petróleo, gás e energia em destaque em Vitória

Expositores, visitas técnicas, debates sobre os desafios do setor energético pautam a PetroShow 2024

Por Gustavo Costa

As últimas novidades do setor de petróleo, gás e energia, além de debates sobre etapas de exploração e produção, transporte, refino, petroquímica, naval e transição energética. Tudo isso e muito mais movimentam o Centro de Convenções da capital com a abertura da Vitória PetroShow 2024.

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Pautado por um novo conceito, mais voltado para a geração de negócios, o evento começou nesta terça-feira (2) e seguirá até a próxima quinta (4). A ideia é que a PetroShow se coloque como um espaço de networking, movimentando 4,5 mil participantes e apresentando produtos e serviços de 50 expositores de 10 países. 

Leque de atividades

O diretor da Austral Energy Consulting, Nicolás Honorato, falou sobre as novidades que aguardam o público da feira deste ano. “Além da programação já tradicional, com a apresentação de produtos e serviços, a PetroShow preparou diversas atividades paralelas e que agregam muito valor ao setor de petróleo e aos diferentes representantes desse segmento”.

A começar pela Plenária Petrosul, uma conferência que apresenta o atual cenário do setor de exploração. Além disso, foram preparadas as arenas ESG, com temas ambientais, sociais, governança e trocas de conhecimentos, sempre levando em consideração a sustentabilidade do setor; e Inovação, com soluções que podem fazer a diferença para muitas empresas.

Um destaque em 2024 fica por conta das Visitas Técnicas, que mostram o cotidiano e procedimentos de representantes do setor. Até o dia de encerramento, as visitas terão quatro roteiros: Exploração e Produção (E&P), com visita à sede da Petrobras – ES, incluindo o Centro de Operações Integradas (COI) da Bacia de Campos; Portuário, com o público conhecendo os berços de Vila Velha e ao cais comercial da capital; Pesquisa e desenvolvimento (P&D), com visita ao Laboratório de Inovação da Prysmian e ao LabPetro da Ufes; e Naval, com a caravana conhecendo mais de perto o Estaleiro Jurong Aracruz.

De acordo com Honorato, a procura pelas visitas foi intensa. “Tivemos muitos interessados, e apesar das visitas só começarem nesta quarta, hoje as vagas já estava esgotadas. Foi realmente um sucesso. Esperamos que vocês aproveitem bastante as apresentações. E os debates e estratégias que sejam do interesse de vocês e permitam evoluir, avançar nos desafios que temos aqui no setor de petróleo e gás no Espírito Santo”, frisou. 

Espírito Santo, uma força a ser reconhecida

Para o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Rodolfo Saboia, agradeceu o convite para voltar à Vitória e participar da abertura da feira, chamando a atenção para a importância desse evento no Estado. “O Espírito Santo é o terceiro maior produtor de petróleo do Brasil, com uma produção total de 215 mil barris de óleo equivalente por dia. E a estimativa da ANP é de crescimento significativo da produção nos próximos anos, tanto pela entrada de plataformas já contratadas, quanto pela conclusão dos planos de avaliação de descoberta e dos períodos de exploração dos blocos concedidos nos últimos anos”, falou.

Saboia lembrou que o evento é importante também pela diversidade de perfis de oportunidades no Estado. “Há produção em campos de alta produtividade, como Jubarte, na Bacia do Campo, e também em campos marítimos e terrestres na Bacia do Espírito Santo. Hoje, já são 15 empresas operando no Estado. E esse número deve subir para 16 em junho, com a assinatura dos contratos do ciclo da oferta permanente, resultando em mais 10 blocos exploratórios. Existe também a perspectiva de inclusão na oferta permanente de outros 36 blocos exploratórios e de 6 áreas de acumulação marginal, a depender apenas da aprovação ambiental para que isso aconteça”.

Nesse momento muito pujante do setor do Estado, o diretor afirmou, se deve em parte à política de desinvestimento da Petrobras conjugada com diversos incentivos que o Conselho Nacional de Política Energética. “E a ANP vem provendo aos produtores independentes que seguem investindo na revitalização de campos maduros, além do excelente ambiente de negócios proporcionado pelas instituições estaduais”, finalizou.

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