Com rotas turísticas reconhecidas, Pedra azul aposta em festivais, aliados a serviços bem estruturados, para oferecer melhores experiências ao turista
Por Ludmila Azevedo
Com a Rota do Lagarto sendo reconhecida por lei como rota turística em 2024, Pedra Azul, distrito de Domingos Martins, investe cada vez mais na experiência de seus visitantes. Há entre 80 e 90 empreendimentos ligados ao agroturismo na região, de acordo com o diretor da Associação Turística de Pedra Azul (ATPA), Henrique Sloper. Destes, 61 participaram no ano passado do primeiro do Pedra Azul Gourmet, festival gastronômico criado para movimentar a “baixa temporada” da região, entre setembro e novembro.
Os participantes prepararam, durante o período do festival, pratos ou kits especiais para os visitantes com preços variando entre R$ 18 e R$ 238,50. “A maioria dos empreendimentos aderiu e, este ano, a segunda edição já está confirmada. A região já recebeu novos negócios desde então, e todos nós estamos trabalhando e nos especializando para oferecer a melhor experiência possível”, relatou Sloper.
São justamente as experiências que se tornaram o carro-chefe da região, de mãos dadas com a gastronomia. Hotéis, restaurantes, cafeterias, cervejarias, pousadas e outros negócios já oferecem visitas com guias credenciados que contam a história das propriedades.
“Temos recebido um apoio grande na melhoria de estradas locais com o projeto Caminhos do Campo, do governo do Estado. Graças à iniciativa, a Rota do Carmo já está quase pronta. Algumas medidas como a pavimentação rural e a duplicação da BR-262, que ainda não saiu, vão trazer ainda mais potencial turístico”, completou o diretor da ATPA.
Problemas a serem resolvidos
Sloper citou ainda o problema de transporte entre a sede de Domingos Martins e Pedra Azul. “Recebemos cerca de 30 mil visitantes por ano, mas não existe transporte público para os trabalhadores chegarem a Pedra Azul, sendo que há demanda para isso, Também não há opção de moradia popular, fatores que dificultam a presença de mão de obra na região. Os empreendedores estão resolvendo como podem, porque não têm um incentivo adequado. No meu caso, montamos uma estrutura na propriedade onde os funcionários residem”.
*Matéria publicada originalmente na revista ES Brasil nº 228, de agosto de 2025. Leia a edição completa do Agro aqui.



