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sexta-feira, 5 março, 2021

Padrão de beleza imposto pela sociedade pode gerar distúrbio

Em tempos de redes sociais e culto à aparência em alta, o chamado Transtorno Dismórfico Corporal encontra terreno fértil para crescer

Por Leulittanna Eller Inoch 

O verão está aí e este é um momento em que assistimos ao “rolar o feed” das redes sociais cada vez mais pessoas com corpos esculturais. Em muitos perfis, as imagens postadas se quer transmitem a realidade, contendo muitas alterações em ferramentas de edição e ainda o uso de filtros, que ajudam a camuflar qualquer imperfeição. Para muitas pessoas que tem o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) esta alta do culto à aparência e valorização da beleza pode se tornar um gatilho para intensificar o distúrbio.

Esta é uma doença que envolve um foco obsessivo em um defeito que a pessoa considera ter na própria aparência. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais (DSM), considerado um guia da psiquiatria, o TDC leva o indivíduo a implicar com uma pequena característica (uma pinta no rosto ou uma cicatriz na testa) e a se preocupar a ponto de ter que camuflá-la para sair de casa. Às vezes, a cisma é com algo que nem existe, como uma barriga saliente, por exemplo.

O cirurgião plástico Fabrício Regiani conta que é importante estar atento ao exagero na estética especialmente por influência das mídias sociais. “O dismórfico corporal, por mais tratamentos estéticos que faça, nunca está satisfeito. Quando o médico corrige um suposto defeito, ele logo arranja outro. A melhor forma de prevenir esse tipo de situação é aceitar e respeitar o próprio corpo. Além disso, não se pressionar para se encaixar em padrões de aparência que não correspondam ao seu biotipo físico. É preciso ressaltar a beleza natural das pessoas e da diversidade, tendo em mente que a perfeição não é possível ser alcançada”, alerta.

Atualmente, o TDC atinge 2% da população, cerca de 4,1 milhões só no Brasil. Homens e mulheres são vítimas em igual proporção. No entanto, os jovens entre 15 e 30 anos sofrem mais. “Indivíduos com esse transtorno costumam examinar sua aparência no espelho com frequência, compará-la constantemente com a dos outros e evitar situações sociais ou fotos”, pontua.

Quando o caso é grave, é preciso recorrer à psicoterapia e a um psiquiatra, a fim de analisar o que está causando essa obsessão. “A área da cirurgia plástica geralmente detecta este distúrbio nos pacientes que, na maioria dos casos, buscam procedimentos estéticos ou intervenções cirúrgicas para corrigir as ‘falhas’ que eles imaginam possuir. Em geral, o transtorno dismórfico corporal é associado a outras doenças que também precisam ser tratadas, como depressão e ansiedade. O tratamento pode incluir terapia e medicação antidepressiva”, explica.

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