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sábado, 19 junho, 2021

Empresas monitoram redes sociais para contratar ou demitir

Patrões e recrutadores analisam perfil de candidatos nas redes sociais e dependendo do que publicam podem ser  eliminados da seleção ou demitidos

por Samantha Dias

Empresas monitoram redes sociais para contratar ou demitir profissionais, por causa das possíveis repercussões que podem ser geradas para quem se expõe no ambiente virtual sem medir as consequências. O que elas querem saber são características do candidato ou contratado como posicionamento religioso e político, o vínculo com torcidas organizadas, a presença de fotos com conteúdo constrangedor e as manifestações de intolerância e preconceito.

Segundo a consultora de carreira e empregabilidade da M Murad/ Fundação Getúlio Vargas, Neidy Christo, como as empresas normalmente recebem centenas de currículos não realizam essa triagem no primeiro momento. Quando o candidato supera algumas fases do processo seletivo, avaliar as redes torna-se cada vez mais comum.

“O objetivo é avaliar se a pessoa que pretende fazer parte do quadro de funcionários está compatível com os valores da empresa. E o cuidado deve permanecer após a contratação porque alguns comportamentos nas redes podem resultar em demissão”, explicou.

A psicóloga e diretora da Design Gente Consultoria, Maria Rita Sales, disse que algumas empresas monitoram redes sociais para contratar ou demitir profissionais, resultando até em eliminação de candidato, mas não é na maioria dos casos.

“A rede social é o ambiente onde alguns profissionais lançam mão para investigar a coerência do currículo com o que é publicado.  Muitas empresas entendem que um bom trabalho técnico não será prejudicado por algum posicionamento radical, por exemplo”, disse Maria Rita.

O coach, consultor de vendas e autor do livro “Todos Somos Vendedores”, Floriano Schneider, explica que é fundamental estar atento à forma como a pessoa se apresenta, inclusive no mundo virtual. “A aparência estará imediatamente ligada à identidade profissional e pessoal. Somos um cartão de visita ambulante e o que mostramos ao mundo sobre nós mesmos precisa estar alinhado com o que queremos vender”, disse.

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