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Ouro fecha em alta de mais de 1% e renova máxima histórica

Expectativa por cortes do Fed e desvalorização do dólar impulsionam cotação do metal precioso

O ouro encerrou a sessão desta terça-feira, 23, em alta de mais de 1%, renovando a máxima histórica de fechamento e intraday. A perspectiva por novos cortes nos juros nos EUA ainda em 2025 valoriza o commodity. Investidores operaram na expectativa por novos comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, e avaliando possíveis implicações do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) no período da manhã.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em dezembro encerrou em alta de 1,08%, a US$ 3815,70 por onça-troy, após tocar US$ 3824,60 na máxima do dia.

Powell manteve o tom do discurso da semana passada, feito após decisão de política monetária, abrindo espaço para mais valorização do metal, diante da expectativa do mercado por novas reduções de juros – o que contribui para a atratividade da commodity.

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Para analistas da TD Securities, o cenário econômico e político nos Estados Unidos está fazendo com que o preço do ouro continue subindo, já que o dólar norte-americano – moeda que mais é utilizada como reserva de valor – está se desvalorizando, perdendo essa função.

Os especialistas dizem, ainda, que o rally acontece “devido ao atual ciclo de flexibilização, aos desafios na credibilidade do Fed e ao prevalecente tema de “proteção contra os riscos ligados ao EUA”.

A evolução de conflitos mundiais também afeta o valor do commodity no mercado, já que o ouro serve como reserva de segurança.

(Com informações da Agência Estadão, Por Letícia Araújo, especial para a AE)

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