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Meio ambiente e saneamento básico: um desafio necessário

A falta de saneamento básico tem impactos infinitos quando falamos de meio ambiente.

Por Felipe Rigoni

O equilíbrio ambiental é um desafio na busca por uma sociedade mais saudável e sustentável. Neste contexto, é mais do que correto afirmar que meio ambiente e saneamento básico desempenham papéis fundamentais, em uma relação íntima que vai desde a qualidade da água até as chamadas mudanças climáticas.

Antes de tudo, é importante definir o que entendemos por saneamento básico. Trata-se de um conjunto de serviços e infraestruturas que incluem abastecimento de água potável, tratamento de esgoto, coleta e disposição adequada de resíduos sólidos, além de drenagem pluvial.

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O abastecimento de água seguro e o tratamento adequado de esgoto são vitais para a saúde dos ecossistemas marinhos e para a preservação de nossos rios, lagos e oceanos. A poluição hídrica causada pela falta de saneamento pode comprometer a biodiversidade, tornando a água imprópria para consumo humano e animal e afetando diretamente a fauna e a flora.

A falta de saneamento básico tem impactos infinitos quando falamos de meio ambiente. A ausência de sistemas adequados de tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos, por exemplo, leva à poluição da água. A falta de saneamento também contribui para a perda de biodiversidade e pode liberar gases de efeito estufa, como metano, na atmosfera, contribuindo para as mudanças climáticas que tanto nos afetam.

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Quando era deputado, ainda em Brasília, fui vice-presidente da Comissão que discutiu o Novo Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil, ampliando em bilhões os valores investidos no setor. Era necessário, precisávamos dar mais dignidade para as pessoas do nosso país. Aqui no Espírito Santo, o Governo do Estado tem investido muito para mudar essa realidade.

Foram mais de R$ 4,3 bilhões em investimentos no setor por meio da Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan). A meta é universalizar o serviço de coleta e tratamento de esgoto em todos os municípios onde atua até 2030. Na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), devemos lançar, nos próximos meses, o programa “Águas Capixabas”, que contém em umas das suas principais frentes de atuação um projeto de saneamento rural.

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O Espírito Santo está se preparando, com políticas e ações concretas, para avançar ainda mais. Estamos investindo em tecnologias mais limpas e eficientes, promovendo a reciclagem e a reutilização de recursos hídricos e fortalecendo parcerias com municípios e órgãos ambientais. O Governo do Estado tem buscado cada vez mais levar melhores condições para todos os capixabas, de norte a sul.

Felipe Rigoni é secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

*Artigo publicado originalmente em 25 de outubro de 2023

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