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LCAs e LCIs em alta: saiba se é hora de investir

Letras de Crédito tem rentabilidade de a 10,27% ao ano e não pagam IR.

Por Gustavo Costa

A despeito da taxa básica de juros do Brasil atualmente em 12,25% – e atualmente estar em queda – alguns tipos de produtos seguem como alternativa a se considerar mesmo quando o perfil do investidor é mais conservador. Bons exemplos são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) que em outubro apresentaram rentabilidade de a 10,27% ao ano. No caso dos pós-fixados, o maior retorno foi de 98% do CDI. Os números são de um levantamento feito pela Quantum Finance. De acordo com o estudo, foram analisados 302 papéis emitidos entre os dias 1 e 31 de outubro.

Os investidores mais conservadores já descobriram essas opções, e sobretudo em bancos digitais menores vem conseguindo aplicações de bons rendimentos, considerando ainda o fato de que essas Letras de Crédito não pagam Imposto de Renda (ao contrário do que acontece com os Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

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Segundo Gabriel Meira, economista do Ibef Academy temos um cenário de taxa de juros que deve se manter elevado por um bom período de tempo no Brasil, puxado não só pelo risco fiscal interno – com aumento do teto de gastos e reforma tributária – mas também de influência do exterior, com os Estados Unidos com uma inflação elevada e consequentemente uma taxa de juros também elevada. “Dito isso, sim, os ativos pré-fixados não atrelados á taxa de juros têm um espaço bem bacana, é um movimento que fazemos há tempo. Para o investidor conservador existem os ativos pós, pré e indexado à inflação. Acho o momento de pós ainda positivo, ainda com bastante ativos interessantes no mercado. Mas pode ser o momento de começar a olhar os pré-fixados e indexados à inflação. O risco dos pré-fixados é a taxa de juros subir mais que a taxa contratada e você ficar para trás – achamos que a taxa de juros deve ser mantida na casa dos dois dígitos, mas não aumentar. Pelo contrário, devemos ter algumas pequenas quedas – E o indexado à inflação idem, também atrelados à Selic. Faz sentido começar a travar um pouco mais do portfólio nessas opções. Mas não mais que 30% ou 40%, porque a taxa de juros ainda está muito elevada, então não faz sentido sair muito dos pós-fixados”, explicou.

Diversificação, de acordo com Meira, é a chave para um bom retorno de investimentos nesse momento. Surfar a alta taxa de juros pode ser interessante para travar aplicações que rendam bastante  no longo prazo. E novos aportes feitos religiosamente devem fazer o patrimônio crescer consideravelmente. Obviamente, depois de uma reserva de emergência de no mínimo seis meses já ter sido criada.

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