Ananda Torres apresenta o espetáculo ‘Tenho Mais é que Viver’ na Casa da Música Sônia Cabral, em Vitória, em homenagem a Ivan Lins
Por Jessica Coutinho
A pianista e cantora Ananda Torres apresenta neste sábado (14), às 20 horas, o espetáculo “Tenho Mais é que Viver” na Casa da Música Sônia Cabral, em Vitória. A apresentação celebra os 80 anos de Ivan Lins, um dos grandes nomes da música brasileira, e marca a estreia do projeto no Espírito Santo após temporadas no Rio de Janeiro.
Idealizado em 2019, o show traz releituras intimistas da obra de Ivan Lins, passando por sucessos consagrados e faixas menos conhecidas do compositor. Inicialmente pensado para ser dividido com outros músicos, o projeto foi interrompido em 2020 devido à pandemia. Retomado dois anos depois, ganhou uma nova versão em formato solo, com piano e voz, que já passou por palcos como o Centro da Música Carioca Arthur da Távola e o Chez Evânio, onde Ananda contou com a participação especial de Cláudio Lins, filho do homenageado.
A amizade entre Ananda e Cláudio surgiu no ambiente do teatro musical carioca. Foi ele quem apresentou o projeto ao pai, que chegou a compartilhar elogios nas redes sociais. À época, os comentários de Ivan geraram tanto carinho por parte do público que muitos chegaram a acreditar que Ananda fosse filha do cantor.
A artista relembra com emoção o dia em que se encontrou com Ivan Lins, no Rio de Janeiro. “Ele me disse: ‘Minha filha, ninguém mais canta essas músicas.’ E eu respondi: ‘É justamente por isso que eu quero cantar.’”, conta Ananda, que ainda nutre o desejo de dividir o palco com seu ídolo.
O repertório do espetáculo inclui desde músicas marcantes de trilhas sonoras de novelas até composições raras dos anos 1970 e 1980, que nunca foram regravadas. A apresentação também traz uma faixa inédita composta para uma peça inacabada e até forrós criados por Ivan Lins. “Mergulhei nos discos antigos e descobri muitas preciosidades que ficaram esquecidas. É uma alegria comemorar os cinco anos do projeto e apresentar essa obra a novos públicos”, afirma Ananda.
No palco do Sônia Cabral, a artista se apresenta acompanhada por Flávio Salvador (bateria), Vanessa Loyola (voz), Monalisa Toledo (voz e violoncelo) e Fábio Calazans (violão).
Além da trajetória artística, Ananda também carrega uma história de superação. Nascida com catarata congênita, ela teve o diagnóstico confirmado aos seis meses de idade. Embora tenha passado por cirurgia ainda bebê, a falta de estímulo visual afetou permanentemente sua visão. Hoje, a cantora tem apenas 20% da visão e enxerga de forma monocular. Essa limitação, no entanto, não impediu que ela se destacasse pela interpretação intensa e pela entrega emocional em cena.
Natural do Rio de Janeiro, Ananda iniciou os estudos musicais aos cinco anos e construiu uma carreira que já ultrapassa três décadas. Com formação em canto, piano, produção, teatro musical e radialismo, acumula sete prêmios nacionais. Em 2014, participou do “The Voice Brasil” e, em 2017, representou o país na Finlândia após vencer o KWC, o maior campeonato mundial de karaokê.
Desde 2021, vive em Guarapari e mantém o projeto autoral “Música pra Iluminar”, que soma quase 600 apresentações e lives.
Serviço
Tenho Mais é que Viver – Ananda Torres celebra os 80 anos de Ivan Lins
Quando: 14 de junho (sábado), às 20h
Onde: Casa da Música Sônia Cabral, Vitória
Ingressos: R$ 40 (meia), à venda na Sympla

