Itaúnas: o que fazer na Vila Mágica de Conceição da Barra

Reconhecida como a capital do forró pé de serra no Brasil, Vila de Itaúnas atrai visitantes de vários cantos do mundo com sua cultura e belezas naturais

Por Mariah Friedrich

Conhecida como Vila Mágica ou capital do forró, a pacata Itaúnas, em Conceição da Barra, Extremo Norte do Espírito Santo, é um destino preferido para os amantes de ecoturismo, clima litorâneo, história e a sonoridade do autêntico pé-de-serra, movimento que começou na localidade nos anos 1980, quando em outras cidades do nordeste do país o forró perdia suas raízes, com a incorporação de outros elementos musicais. 

Itaúnas tem uma diversidade natural exuberante, mas carrega uma história de quando um intenso desmatamento provocou a formação de dunas de areia que encobriram a antiga vila a partir da década de 1940. A população que vivia na margem esquerda do rio Itaúnas, que banha o local, foi obrigada a refazer sua vida na outra margem e hoje o que restou do povoamento soterrado pelas dunas é a torre da antiga igreja, que pode ser avistada em uma visita ao Parque Estadual de Itaúnas, sendo uma lição da importância da preservação ambiental.

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A vila está dentro da Rota do Verde e das Águas, que é composta pelos municípios de Vitória, Aracruz, Linhares, São Mateus e Conceição da Barra. 

Como chegar

A 280 quilômetros de Vitória, o acesso a Itaúnas fica em um trevo da rodovia ES 421 antes de Conceição da Barra, para quem parte da direção da capital capixaba, entrando para a estrada de Itaúnas ES-010. Quem optar por viagem de avião, os aeroportos mais próximos é o de Vitória e Linhares. De lá é possível pegar um ônibus para Conceição da Barra e em seguida de conceição da Barra até a vila.

Itaúnas: o que fazer na Vila Mágica de Conceição da Barra
Barraca do Itamar é um dos espaços que recebem banhistas na Praia de Itaúnas – Foto: Reprodução Instagram

Infraestrutura e movimentação

Itaúnas tem 25 quilômetros de praias, com diversas barracas para receber os turistas, como as da Tartaruga, do Marcinho, Itamar, Girassol e Sal da Terra, apreciadas pela variedade de petiscos e bebidas. Para chegar às praias, você passa por um dos maiores atrativos da vila: o Parque Estadual de Itaúnas. Com uma área de aproximadamente 3.600 hectares, o espaço apresenta ecossistemas de diferentes tipos, como mata atlântica, tabuleiro, praia, rio, manguezal, restinga e alagado, além de abrigar fauna variada com espécies ameaçadas de extinção.

Os visitantes podem aproveitar a natureza para praticar o ecoturismo e conhecer um pouco mais da história da vila. Para se chegar à praia, os visitantes atravessam as dunas, mas a caminhada é tranquila, apesar da grande quantidade de areia. A entrada é gratuita. 

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Itaúnas: o que fazer na Vila Mágica de Conceição da Barra
As dunas de Itaúnas são um dos atrativos da região. Foto: Divulgação/Iema

Pousadas

A vila oferece estrutura de hospedagem e restaurantes para todos os gostos, desde os mais simples até os mais sofisticados. Quem procura tranquilidade e preços mais baixos pode optar por períodos do ano fora de temporada, que tem seu auge nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e julho (quando acontece o Festival de Forró). As pousadas Veleiro
Ka347, Mangue SecoVila Morena e Mirante de Areia são locais bastante frequentados por turistas. 

Diversão e gastronomia

No final da tarde, o forró ganha destaque e atrai visitantes e moradores para dançar, contemplar o pôr-do-sol e o céu estrelado na vila, que se tornou uma referência para a cultura do pé-de-serra e conta com vários bares de forró raiz, como o Bar Forró, pioneiro na vila, o Buraco do Tatu, Café Brasil e Forró da Padaria, as noites costumam finalizar no Forró da Ponte, sobre o rio Itaúnas.

Itaúnas: o que fazer na Vila Mágica de Conceição da Barra
Risoto de Camarões com creme de alho poró – Foto: Reprodução Instagram @xiquexiqueitaunas

Na segunda quinzena de julho, a vila sedia o Festival Nacional Forró, realizado desde 2001, com apresentação de bandas e trios de todo o país. O evento contribuiu para revelar talentos musicais como Falamansa, Rastapé, Trio Virgulino, Os Três do Nordeste e o Trio Nordestino, sendo também é uma oportunidade para novos talentos se apresentarem em um dos mais importantes palcos do gênero e no mundo.

A gastronomia de Itaúnas tem influências nas cozinhas capixaba e nordestina, em especial com a utilização de ingredientes litorâneos, refletindo o território em que está localizada. uma das cozinheiras mais famosas da vila é a Dona Tereza Bonelá, que comanda o restaurante Dona Tereza, referência no preparo da moqueca e no peixe frito há mais de 47 anos na vila. 

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Outros estabelecimentos que se destacam por sua gastronomia são o Xique XiqueCizinho, São Sebastião GastrobarDona Pedrolina, Bar da Ponte. Para quem não dispensa um hambúrguer, o bar e petiscaria Rio Deck serve diversas opções de lanches. 

Itaúnas: o que fazer na Vila Mágica de Conceição da Barra
Passeio de buggy é opção de aventura pelas paisagens da região – Foto Reprodução Instagram @itabuggy

Passeio de Buggy até Riacho Doce e trilhas

Para quem quer aproveitar desbravar as paisagens deslumbrantes da região em um veículo aberto, é alugar buggys com a empresa Itabuggy para ir até a praia de Riacho Doce, a última praia do Espírito Santo, na divisa com a Bahia. O telefone de contato é 27 99837 5074.

Eleita a segunda praia deserta mais bonita do Brasil em 2008 pelo site Viaje Aqui, em parceria com a revista Quatro Rodas, Riacho Doce é um local de pouca estrutura, mas muita beleza. Seu nome vem do pequeno córrego de água doce que sai do meio das dunas para o mar.

Para além da calmaria, Itaúnas também tem belas trilhas que levam a praias desertas e belas. Uma delas é a do Pescador, que possui 600 metros do estacionamento até a praia. No fim, a praia onde ficam os barcos dos pescadores e toda a calmaria. Esta praia não tem estrutura de quiosques.

Outra trilha bastante conhecida é a do Tamandaré, que possui uns 700 metros e fica bem na entrada do Parque Estadual de Itaúnas. Entre as atrações do caminho, muito verde e a Casa do Tamandaré.

O local, infelizmente, está depredado e abandonado. É uma residência antiga onde viveu o pescador Tamandaré até 2006. É a única casa que não foi coberta pelas areias por conta de ser mais afastada da antiga vila soterrada pelas areias. Não é recomendado entrar na casa, pois há risco de queda de telhas. 

Seguindo na trilha, chega-se ao mar de Itaúnas. Apesar do caminho ter mata, há ainda um pequeno espaço de dunas, mas menor que o que leva à principal praia e que passa pela antiga cidade. Esta praia também não tem estrutura, sendo deserta.

*Este destino está presente no livro 140 Destinos Incríveis no Espírito Santo, publicado pela Next Editorial. Para acessar o conteúdo completo, clique aqui. O material foi elaborado com cuidado para oferecer uma experiência única de descoberta e aventura pelas diversas regiões geográficas do nosso estado. 

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