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quinta-feira, 18 abril, 2024

Inadimplência das famílias capixabas é a menor dos últimos 13 meses

O efeito do pagamento do 13º salário juntamente com os feirões de negociações de dívidas e as taxas de juros mais baixas proporcionaram uma queda na inadimplência

Por Kikina Sessa

O percentual de famílias capixabas com contas ou dívidas em atraso de pagamento (inadimplentes) diminuiu pela quinta vez consecutiva, na passagem de janeiro para fevereiro de 2024, passando de 38,2% para 36,7% — menor valor dos últimos 13 meses — segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Fecomércio-ES com base nos dados coletados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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O nível de endividamento no período foi de 90,3%. O número de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso no próximo mês corresponde a 21,5%. Na análise da Equipe Connect Fecomércio-ES, a queda no indicador de inadimplência significa a melhora da qualidade do endividamento e reflete também uma melhoria da capacidade de pagamento das obrigações financeiras pelas famílias capixabas.

Desde o final do ano passado, o efeito do pagamento do décimo terceiro salário juntamente com os feirões de negociações de dívidas e queda nas taxas de juros proporcionou a liberação de crédito e um alívio para os inadimplentes. Junto a isso, soma-se o desempenho positivo do mercado de trabalho (formal e informal) expresso pela diminuição do desemprego no Espírito Santo, que fechou 2023 com um índice de 5,7%.

“Esse índice está abaixo da média nacional, de 7,8%, tornando o Espírito Santo o detentor da menor taxa de desemprego na região Sudeste e da sétima menor entre as 27 unidades da federação. É importante destacar também a representatividade do comércio de bens e serviços como os setores que mais empregam no Estado”, afirma Ana Carolina Júlio, pesquisadora responsável pelo Eixo Observa do Connect Fecomércio-ES. 

Desenrola

Brasileiros inadimplentes que quiserem renegociar dívidas ganharam maior prazo para mudar esse cenário. O governo federal publicou uma medida provisória para prorrogar a duração do Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, conhecido como Desenrola Brasil.

Segundo o Ministério da Fazenda, 14 milhões de pessoas já foram beneficiadas pelo programa, que possibilitou a negociação de aproximadamente R$ 50 bilhões em dívidas. A adesão ao Desenrola Brasil pode ser feita pela plataforma do programa a partir de um cadastro no site www.gov.br.

A prorrogação é válida apenas para a Faixa 1 do programa, destinada aos cidadãos com renda mensal igual ou inferior a dois salários mínimos e os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, CadÚnico, com dívidas de até R$ 20 mil.

Esta foi a segunda prorrogação do programa, sob a justificativa de aumento da procura após unificação do Desenrola com os aplicativos de bancos e da Caixa. Além disso, desde o início de março, é possível negociar os débitos do Desenrola nas agências dos Correios.

Com a plataforma Desenrola, os descontos são de, em média, 83%. E, em alguns casos, chegam a ultrapassar 96%. Há ainda a possibilidade de pagar parcelas sem entrada e com até 60 meses para finalizar a dívida.

Mais de 3,6 milhões de brasileiros endividados já renegociaram seus débitos em atraso no MegaFeirão Serasa e Desenrola. A ação, que acontece integralmente pela internet, terminaria no último dia 31, mas foi prorrogada até o dia 20 de maio, assim como o programa do governo federal.

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