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terça-feira, 25 janeiro, 2022

Segunda-feira: Ibovespa cai 13,9% após mais um circuit breaker

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Foto: Getty Images

Esse é o quinto circuit breaker em duas semanas. Com coronavírus, dólar fecha acima de R$ 5,00 pela primeira vez

O Ibovespa teve mais um pregão de pânico nesta segunda-feira (16), diante de mais uma decisão extraordinária do Federal Reserve e da queda de 9% nos preços do petróleo, motivada pelo movimento da Arábia Saudita de vender a commodity a US$ 25 o barril.
A B3 teve seu quinto circuit breaker em duas semanas. Lá fora, Wall Street também teve que paralisar as negociações depois de uma queda que superou os 7%. Os índices Dow Jones e S&P 500 recuaram 12,94% e 11,98% respectivamente. Já o Nasdaq caiu 12,32%, em seu pior pregão na história.

Na véspera, o Fed cortou os juros nos Estados Unidos em um ponto percentual para uma banda entre 0% e 0,25%. Foi a segunda reunião extraordinária desde o início da crise do novo coronavírus, e, novamente, a interpretação dominante dos mercados é de que o banco central americano exaure suas ferramentas de estímulo monetário sem ser capaz de reaquecer a economia, em meio à pandemia em curso.

Além do corte, o Fed anunciou um programa de compras de US$ 500 bilhões em títulos aos moldes do quantitative easing usado na crise de 2008 mais US$ 200 bilhões em hipotecas.

Já teleconferência dos líderes do G-7, muito aguardada pelos investidores, foi encerrada com o compromisso de que uma resposta à pandemia é prioridade. “Ao agirmos em conjunto, trabalharemos para resolver os riscos econômicos e à saúde causados pela pandemia do Covid-19 e prepararemos o terreno para uma forte recuperação do crescimento econômico e da prosperidade forte e sustentável”, comunicou o G-7.

O Ibovespa caiu 13,92% a 71.168 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 52,8 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial subiu 4,86% a R$ 5,044 na compra e a R$ 5,0467 na venda. O dólar futuro para abril teve alta de 4,19%, para R$ 5,034.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 registrou baixa de 21 pontos-base a 4,85%, o DI para janeiro de 2023 ficou estável a 5,91% e o DI para janeiro de 2025 avançou 16 pontos-base a 7,11%.

No radar doméstico, os investidores aguardam pelo pacote de medidas do ministro da Economia, Paulo Guedes, para estimular a economia fragilizada pela Covid-19. Ele não descartou a liberação de novos saques do FGTS e defendeu que parte dos R$ 15 bilhões do orçamento que são alvo de disputa entre Palácio do Planalto e Congresso sejam usados para reforçar setores da economia e para custear medidas na área de saúde.

Indicadores

A produção industrial da China recuou 13,5% no primeiro bimestre de 2020, ante igual período de 2019, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O resultado é pior do que os 3% de queda esperados por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As vendas no varejo cederam 20,5%, quando era esperado uma baixa de 5%. Os investimentos em ativos fixos mergulharam 24,5%, ante projeção de queda de 1%. E o desemprego urbano subiu de 5,2% em dezembro para 5,7% no fim de fevereiro.

Enquanto isso, no Japão, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, disse nesta segunda-feira que a economia japonesa se enfraqueceu recentemente devido aos efeitos do novo coronavírus e não descartou corte de juros.

Mais cedo, o BC japonês anunciou uma série de medidas para lidar com o impacto do coronavírus, antecipando sua reunião de política monetária, que estava originalmente marcada para os dias 18 e 19 de março. O BoJ, no entanto, deixou suas taxas de juros inalteradas: a de depósito permanece em -0,1% e a meta do rendimento do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos continua em 0%.

*Por InfoMoney

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