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Herdeiro da Samsung é condenado a cinco anos de prisão por corrupção

Lee Jae-yong está detido desde meados de fevereiro, quando a promotoria apresentou acusações contra ele por esses crimes

A justiça da Coreia do Sul condenou o herdeiro e executivo da Samsung, Lee Jae-yong, a cinco anos de prisão por seu envolvimento no caso de corrupção conhecido como Rasputina. A condenação foi divulgada nesta sexta-feira (25), por meio da agência local Yonhap.

A justiça sul-coreana entendeu que Lee pagou propina à ex-presidente Park Geun-hye, com a expectativa de obter favores do governo em sua consolidação como líder do grupo, entre outros crimes.

Diante das acusações, o Ministério Público do país solicitou 12 anos de prisão pelas acusações. A Justiça da Coreia do Sul também decretou quatro anos de prisão para mais dois executivos do grupo Samsung por envolvimento no caso.

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O tribunal considerou que Lee esteve envolvido na doação, por parte de sua empresa de 7,2 bilhões de wons (5,4 milhões de euros) para o financiamento do programa de equitação na Alemanha da filha de Choi Soon-sil, que ficou conhecida como Rasputina e é considerada o cérebro da trama de corrupção que desencadeou a destituição e detenção da ex-presidente da Coreia do Sul.

O herdeiro do maior conglomerado empresarial do país asiático também foi considerado culpado por malversação de 6,4 bilhões de wons (4,8 milhões euros), por ocultar ativos no exterior e perjúrio por ter oferecido várias versões em seus depoimentos à Justiça.

Após ouvir o veredito, a defesa de Lee disse que não aceitava a decisão e assegurou que recorrerá “o mais rápido possível”, segundo a Yonhap.

Entenda o caso

Lee Jae-yong, de 49 anos, está detido desde meados de fevereiro, quando a promotoria apresentou acusações contra ele por esses crimes.

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O processo judicial de Lee, que começou em 09 de março, causou grande expectativa no país asiático, onde a ação está sendo chamada de “o julgamento do século” devido às repercussões que pode ter para a imagem do maior conglomerado sul-coreano e sua possível influência na sentença futura sobre a ex-presidente Park.

Já a ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye, foi presa em 31 de março, após um tribunal aprovar sua detenção no escândalo de corrupção que provocou seu impeachment. O tribunal do distrito central de Seul emitiu a ordem de prisão contra Park por acusações de suborno, abuso de autoridade, coerção e vazamento de segredos governamentais após uma longa audiência.

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