Questionário quer mapear como pessoas acima dos 60 percebem e enfrentam golpes digitais visando a fortalecer a segurança online
Por Amanda Amaral
Atenção, pessoas 60+ no Espírito Santo! O Tribunal de Contas da União (TCU) está convocando a participação deste grupo, além de seus familiares e/ou cuidadores, para uma auditoria. Basta apenas responder um questionário on-line sobre golpes digitais aplicados por telefone, mensagens ou aplicativos móveis.
O objetivo da campanha é compreender como cidadãos com 60 anos ou mais percebem fraudes e sua segurança no ambiente digital, além do papel das instituições públicas na proteção do cidadão. Disponível até 30 de agosto, para responder as perguntas basta clicar neste link e seguir as instruções disponíveis na página.
Hoje em dia, nem é mais preciso sair de casa para cair em algum golpe, para estar suscetível a isso, basta acessar o celular. Em 2024, o Espírito Santo registrou recorde de registros de estelionatos e fraudes no ambiente virtual, totalizando 20.115 casos. “Precisamos dar amplitude de comunicação a essa etapa, fazendo chegar o comunicado desse formulário ao maior número possível de idosos e de seus cuidadores, para que mais robusta e legítima seja a coleta de percepções, experiências e sugestões”, explicou o secretário de Representação do TCU no Espírito Santo, Leonardo Felippe.
Vale lembrar que o Código Penal, desde 2021, prevê punições específicas para fraude eletrônica e estelionato contra idosos. Mas conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2023-2022), o Brasil possui 33 milhões de pessoas acima de 60 anos, das quais 66% usam a internet e 70% não se sentem seguras online.
Auditoria
A ação do TCU faz parte da auditoria operacional “Pessoa idosa mais segura – proteção contra golpes digitais”, que visa a avaliar a atuação de órgãos da Segurança Pública Federal no combate a esses crimes, além de propor melhorias nos mecanismos de proteção e nos canais de denúncia.
A participação no questionário é anônima e as perguntas abordam hábitos digitais e tentativas de golpe. O foco está nas pessoas idosas a partir de 60 anos, mas também pode ser respondido por familiares, responsáveis ou cuidadores.

