Estruturas municipais e estaduais foram avaliadas em ações de comando, resgate e comunicação para aprimorar a gestão de desastres
Por Amanda Amaral
O Governo do Estado concluiu, nesta quarta-feira (08), o 1º Simulado Geral de Gestão de Desastres do Espírito Santo. Cinco municípios capixabas foram envolvidos no cenário de desastre fictício, inclusive, com a simulação de um rompimento de barragem. A estratégia reúne órgãos públicos, empresas, entidades privadas e sociedade civil em ações de prevenção, mitigação, resposta e recuperação de desastres.
O objetivo da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec) é testar a estrutura de acompanhamento e respostas aos desastres naturais para estar cada vez mais preparado para antecipar e orientar pessoas e instituições no momento de crise.
Sobre a simulação
Foram envolvidos no cenário de desastre fictício: Apiacá, Bom Jesus do Norte, Mimoso do Sul, Vargem Alta e Alegre. No primeiro dia, o serviço de meteorologia da Cepdec emitiu um boletim informando a previsão de chuvas intensas para a região. No segundo dia, a previsão foi confirmada e as cidades foram comunicadas, iniciando o protocolo de mobilização.
No terceiro dia, as instituições envolvidas nas ações de resposta ao desastre foram convocadas para a instalação do Centro de Operações em Emergência da Defesa Civil (COEDC), ferramenta que centraliza a tomada de decisões e manejo de recursos. Durante o simulado, também houve aplicação dos protocolos de comunicação com as comunidades afetadas pelas chuvas.
As prefeituras publicaram comunicados por meio das redes sociais, a Defesa Civil Estadual emitiu Boletins Meteorológicos e Extraordinários e disparou mensagens de SMS. Na manhã de quarta-feira (08), houve o envio de um aviso via CellBroadcast para uma comunidade em imoso do Sul, onde foi simulado um rompimento de barragem.
Centro de Inteligência
“O COEDC gerencia as demandas dos municípios e os recursos críticos necessários para atendê-las. Nos municípios envolvidos no simulado temos postos de comando que determinam as equipes que vão fazer buscas, salvamento e ações de resposta, bem como desobstrução de vias, instalação de abrigos e distribuição de ajuda humanitária. Para realizar este trabalho, as cidades precisam de recursos que muitas vezes extrapolam suas capacidades e é aí que entra o Estado”, explicou o coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Benício Ferrari Júnior.
Durante estes três dias de simulação, representantes órgãos públicos das esferas federal, estadual e municipal, instituições privadas e sociedade civil organizada estiveram reunidos no Centro de Inteligência da Defesa Civil (Cidec) para colocar em prática os treinamentos e protocolos para gestão de desastres.
As instituições envolvidas já haviam participado da capacitação sobre o Sistema de Comando em Operações (SCO) – ferramenta gerencial usada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES) e pela Defesa Civil Estadual para comandar, controlar e coordenar as operações de resposta em situações críticas.
“Aqui, a gente coordena todos os esforços dos órgãos, todos os meios de resposta, para que possamos entregar isso para os municípios e os Postos de Comando consigam atender a população na ponta da linha”, completou Coronel Ferrari.
Es Sem Desastres
A realização do simulado faz parte da Política Espírito Santo Sem Desastres, que visa a fortalecer a capacidade de resposta e de gestão no enfrentamento a desastres do Estado. Uma das estratégias é reunir órgãos públicos, empresas, entidades privadas e sociedade civil, integrando-os em ações de prevenção, mitigação, resposta e recuperação de desastres.

“O Espírito Santo tem uma política de enfrentamento às mudanças climáticas, iniciada em meu primeiro governo e que vem se fortalecendo nos últimos anos. Essas ações fazem parte de um grande programa de adaptação. Esse Simulado Geral demonstra a maturidade disso e reforça nossa preparação para salvar vidas e proteger o patrimônio dos capixabas. Nossa resposta ao desastre que aconteceu no Sul do Estado foi boa, mas com esse simulado podemos entender quais ações poderíamos ter feito de outra forma, quais precisam melhorar e assim nos preparamos ainda mais para caso venha acontecer algum outro desastre em nosso Estado”, afirmou o governador Renato Casagrande, em entrevista coletiva no último dia da simulação.
“Mais trabalho e tecnologia à disposição da população. Nossa estrutura de acompanhamento e respostas está cada vez mais preparada para antecipar e orientar pessoas e instituições no momento de crise. As alterações climáticas estão aí, com mudanças bruscas repentinas. O que faz a diferença é comunicar com eficiência as pessoas, prevenindo e dando os caminhos e a estrutura necessária para minimizar consideravelmente os impactos desses eventos”, completou o vice-governador e coordenador do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, Ricardo Ferraço.

