Pesquisadores podem obter financiamento para projetos de recuperação

Quando a onda de lama chegou a foz do Rio Doce, no distrito de Regência, em Linhares (ES) (Fotografia - Fred Loureiro)

O edital no valor total de R$ 5,7 milhões está com inscrições abertas até janeiro de 2019

Parceria firmada entre a Fundação Renova e as Fundações de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais e do Espírito Santo (Fapemig e Fapes) investe R$ 5,7 milhões em projetos de pesquisa que proponham soluções para a recuperação socioeconômica e socioambiental das áreas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. As inscrições já podem ser realizadas.

A chamada pública Fapemig 09/2018 selecionará projetos de pesquisa de até R$ 1 milhão e com prazo para desenvolvimento em 24 meses. As propostas devem abordar uma ou mais linhas temáticas apresentadas, como pesca, educação e cultura, uso sustentável da terra, monitoramento de ecossistema, entre outras. As inscrições podem ser feitas neste link até o dia 31 de janeiro de 2019.

Para o diretor-presidente da Fapes, Jose Antonio Bof Buffon, a entidade, desde a primeira hora do rompimento da barragem de Fundão, comprometeu-se em buscar soluções. “Procuramos a Fapemig e firmamos uma parceria para um edital conjunto, iniciativa que foi encorpada com a adesão da Capes, ANA e CNPq.”, destaca o gestor.

Segundo Paulo Rocha, líder da frente de fomento à economia da Fundação Renova, uma das premissas da entidade é incentivar e financiar a produção de conhecimento relacionado à recuperação das áreas impactadas pelo desastre, através da criação e fortalecimento de linhas de pesquisa de tecnologias aplicadas. “Considerando o ineditismo do rompimento e das ações de reparação, grande parte das soluções tecnológicas para os desafios encontrados pelas áreas socioeconômicas e socioambientais da Fundação ainda se encontra na fronteira do conhecimento. O apoio da Fapemig e da Fapes é essencial nesse contexto”, avalia.

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, completa: “Quando o poder público ou uma empresa enfrenta determinado problema, raramente recorre à academia para ajudar a encontrar a solução. Há exceções, claro. Mas, no geral, a tendência é copiar soluções do exterior ou comprar tecnologias, que nem sempre são as mais adequadas. A academia pode contribuir muito, e quando não há conhecimento pronto, ela busca. A participação da ciência é fundamental para solucionar crises desse tipo e precisamos incentivar indústria e academia a conversar mais”.

Conheça os detalhes da chamada pública

A chamada pública é uma iniciativa derivada do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fundação Renova, a Fapemig e a Fapes, oficializado em maio de 2017. O acordo prevê o estabelecimento de parcerias entre as instituições para o fomento e financiamento de estudos que tenham como foco a recuperação das áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

A Fundação Renova conduziu um levantamento interno junto às suas áreas técnicas para a definição de linhas temáticas, que serão norteadoras do tipo de pesquisa desejado e que auxiliarão no processo de seleção dos projetos inscritos.

Tais linhas foram agrupadas nas áreas abaixo:

I) Educação e Cultura;
II) Memória Histórica, Cultural e Artística;
III) Pesca;
IV) Monitoramento de Ecossistemas;
V) Uso da água;
VI) Uso Sustentável da Terra;
VII) Novos processos para Gestão do Conhecimento e Governança;
VIII) Organização Social;
IX) Manejo de Rejeitos.

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