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Febraban prevê crescimento da carteira de crédito em 2024

Empréstimo é incentivado, mas não a qualquer custo, nos bancos capixabas.

Por Gustavo Costa

As instituições bancárias brasileiras apostam em um bom desempenho na parte de empréstimos neste ano. A projeção de crescimento da carteira de crédito total de 2024 aumentou de de 8,3% para 8,5%, segundo a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada nesta terça-feira (2). O levantamento ouviu 18 bancos entre 20 e 22 de dezembro.

Segundo o levantamento, quando se fala de um fator que pode dificultar o empréstimo, a inadimplência da carteira livre, existe uma estabilidade, com a projeção da taxa de calotes de 4,9%. Para a Federação, isso aponta que o processo de alta da inadimplência pode estar para sofrer uma mudança.

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Para o bancário capixaba Paulo Oliveira, o crescimento ou manutenção da carteira de crédito de forma geral faz parte do planejamento de toda instituição financeira, sendo que o foco na pessoa física ou jurídica, sua penetração em cada mercado, performance e know-how que possuem, é o que pode variar de uma para a outra.

Entretanto, ele cita, que desde 2016 houve uma grande mudança na forma como o empréstimo é incentivado.  “Principalmente em função de mudanças quanto a regras dos limites que um banco pode emprestar com relação ao seu capital próprio, que se tornaram mais rígidas. Hoje em dia os bancos procuram emprestar para clientes de baixo risco. Então é incentivado? Sim, mas longe de ser a qualquer custo como era há 10 anos, onde bastava ter ‘nome limpo’ que algo era aprovado. O mais comum hoje é que não aprove se você não tiver um relacionamento consolidado com a instituição avaliadora”, explicou Oliveira.

O bancário destacou ainda a integração entre sistemas feita pelo Banco Central, já que os bancos procuram não gerar situações de super endividamento, compartilhando entre si informações das dívidas que já existem. “Não há mais aquilo de pegar R$ 10 mil aqui e acolá. Após tomar crédito em um banco, os demais vão saber e restringir o acesso a mais limites, pensando nas boas práticas do setor, que não só é regulamentado pelo Banco Central, mas também sofre autorregulamentação por parte da Febraban”, disse.

Inadimplência

Mas essas instituições percebem o momento da economia para evitar problemas com inadimplência? Para Oliveira, não há uma mudança muito grande de comportamento, já que o controle já é exercido na origem do crédito, com rigor maior ao emprestar e principalmente como emprestar.

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Muitas vezes, de acordo com o bancário, o cliente quer pagar por exemplo, um empréstimo em 10x de R$ 500, algo que poderia ser pago em 24x R$ 260. “O banco nem sempre aceita emprestar em 10x R$ 500, já que sabe que isso pode pesar no bolso mensalmente e entre botar comida em casa e pagar empréstimo, o cliente vai – de forma justa – alimentar sua família. Então o banco não aprova a parcela de R$ 500 e sim a de R$ 260. Cliente quer pagar menos juros? Antecipe o pagamento, sem problemas, mas isso será facultativo e não uma obrigação mensal que vai te apertar e te colocar diante de decisões que irão levar a atraso e inadimplência”, finalizou.

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