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ES tem mais de 320 mil capixabas com diabetes

Especialista esclarece dúvidas sobre a doença e o tratamento realizado

Por Kebim Tamanini

Em meio às rotinas e desafios do dia a dia, uma ameaça silenciosa e perigosa está presente na vida de mais de 320 mil capixabas: a diabetes. Descrita por profissionais da saúde como uma condição de alto risco, os números revelam a extensão preocupante dessa enfermidade, estimando uma prevalência de cerca de 8% da população do estado, segundo a Federação Internacional de Diabetes de 2019.

O Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta terça-feira (14 de novembro), traz à tona a urgência de conscientização sobre o diagnóstico precoce e a prevenção efetiva de uma doença que, em muitos casos, pode ser evitada com a adoção de um estilo de vida saudável ao longo do tempo. De acordo com o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), o Brasil figura como o 5º país do mundo com maior incidência da doença. São aproximadamente 16,8 milhões de adultos (idades entre 20 e 79 anos) afetados no país.

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Segundo o geriatra, Roni Chain Mukamal, a doença é causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue. “Existe o diabetes Tipo 1, que representa apenas 5 a 10% dos casos da doença e ocorre quando o próprio sistema imunológico do paciente ataca as células que produzem a insulina. E o mais comum é o diabetes Tipo 2, que representa 90% dos casos e vem crescendo entre a população mundial nos últimos anos. Há, também, a diabetes gestacional e os casos de pré-diabetes”, esclarece.

O especialista chama a atenção ainda para o fato de que muitas pessoas, atualmente, estão pré-diabéticas. E salienta ter uma rotina de hábitos saudáveis bem como a ida ao médico, anualmente, para orientação de quais exames são necessários conforme o perfil e estado de saúde de cada paciente.

Especialista esclarece dúvidas sobre a doença e o tratamento realizado
Especialista esclarece que a doença não tem cura. Foto: Arquivo Pessoal

Tratamento

Especialistas ressaltam a importância do tratamento para todos os tipos de diabetes, enfatizando que, embora a doença seja crônica, o controle é viável. Com informações precisas e a adesão às orientações médicas e nutricionais recomendadas, juntamente com consultas regulares e exames pertinentes, é possível manter os níveis de glicemia sob controle, possibilitando uma vida saudável.

“Os pacientes com diabetes Tipo 1 realizam um tratamento contínuo e periódico, utilizando insulina injetável subcutânea, além de adotar uma dieta isenta de açúcares e realizar atividade física regularmente. Para pacientes com diabetes Tipo 2, a alimentação equilibrada e a prática de exercícios são essenciais para alcançar as metas recomendadas no controle da doença. Essa mesma recomendação é válida para gestantes diagnosticadas com diabetes gestacional, uma condição que geralmente se dissipa após o parto”, explica o geriatra.

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