O monitoramento por imagens de satélites auxilia na fiscalização do território capixaba gerando alertas e relatórios mais precisos
Por Amanda Amaral
O Espírito Santo tem utilizado imagens de satélites para identificar desmatamentos quase em tempo quase real. O investimento nesse sistema foi de R$ 4,1 milhões para 03 anos de contrato. Segundo o Governo do Estado, esse valor já foi revertido em menos de 12 meses. Nesse período, mais de um terço desse montante foi compensado em multas aplicadas.
Desde setembro de 2024, o sistema já detectou e auxiliou na fiscalização de 124 áreas com desmatamento irregular em 39 municípios, compreendendo uma área total de 131,19 hectares e resultando em R$ 1,4 milhão em multas e embargos.
A iniciativa é liderada pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e integra o Programa Brasil MAIS, coordenado pela Polícia Federal. O território do Espírito Santo é vigiado diariamente por meio da constelação de satélites PlanetScope, operada pela empresa SCCON.
A plataforma possibilita que o Estado tenha condições de mapear focos de desmatamento com alta precisão e enviar equipes de fiscalização com muito mais eficiência. Ela gera relatórios com histórico de alertas da evolução mensal da área desmatada e perfil dos infratores.
Referência nacional
Com os dados, são criadas novas estratégias de fiscalização. Foi identificado, por exemplo, que a maioria das infrações são cometidas por pessoas físicas. Diante disso, serão necessárias ações de conscientização e suporte técnico aos produtores rurais. Vale destacar que o Espírito Santo registrou mais de 60% de redução no desmatamento de seu território em 2024, totalizando 137 hectares (ha) desmatados em comparação a 362 ha em 2023, segundo a MapBiomas Alerta.
De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), desta forma, o Espírito Santo se posiciona como referência nacional na aplicação de tecnologia para fiscalização ambiental. “Essa tecnologia muda completamente o jogo. Estamos monitorando o território capixaba todos os dias com imagens atualizadas, o que nos permite detectar desmatamentos quase no momento em que acontecem. Isso representa um salto de décadas na capacidade de resposta do Estado frente aos crimes ambientais”, afirma o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni.

