- Continua após a publicidade -

Ensino remoto não foi suficiente, dizem especialistas; Capixabas terão reforço escolar

O modelo de ensino remoto adotado às pressas em 2020 em razão da pandemia ficou com o aprendizado abaixo do esperado, na comparação com o presencial, avaliam especialistas.

Por Munik Vieira

“Todas as evidências levantadas até o momento, seja no Brasil, seja no exterior, demonstram que os estudantes deixaram de aprender durante a pandemia”, diz Alexandre Schneider, pesquisador do Centro de Estudos em Política e Economia do Setor Público da FGV.

Para Alexandre, o modelo remoto não substitui perfeitamente o presencial, sobretudo no ensino básico. É preciso considerar o “elevado contingente de crianças e adolescentes em condições precárias, sem internet, sem dispositivos eletrônicos ou mesmo um lugar adequado para estudar”. Ele alerta para a necessidade de políticas educacionais e de apoio, como recuperação de conteúdos e acolhimento.

- Continua após a publicidade -

Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec Educação, diz que a situação nas redes municipais é ainda mais preocupante. “Falta coordenação nacional, que deveria ser feita pelo MEC”, avalia. Ela analisa que a demora no retorno presencial às aulas se deve, principalmente, à falta de planejamento de Estados e municípios e ao atraso da vacinação em todo o País.

Capixabas terão reforço escolar

Diante deste cenário, o Governo do Espírito Santo anunciou aulas de reforço e recuperação em todas as unidades estaduais de ensino, além da contratação de professores de Língua Portuguesa e Matemática.

A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) também divulgou os resultados das Avaliações Diagnósticas realizadas em 2020 e 2021. Segundo Vitor de Angelo, secretário de educação, o objetivo da ação foi diagnosticar as aprendizagens e as habilidades desenvolvidas pelos estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio, nas diversas disciplinas.

As ações do Programa de Fortalecimento da Aprendizagem foram planejadas diante dos resultados das Avaliações Diagnósticas. “Para nós, foi muito importante saber o quanto cada estudante aprendeu, por componente curricular, série, modalidade, entre outros, para entrar com a intervenção pedagógica”, disse Vitor de Angelo.

- Continua após a publicidade -

*Com informações de Jessica Brasil Skroch, Ítalo Cosme e Leon Ferrari, especial para o Estadão – Jornal O Estado de S. Paulo

Leia Mais

Vitória recebe evento sobre inclusão nas escolas
Fames 72 anos: tradição, inovação e o futuro...
MEC Livros amplia acervo para 25 mil obras
Espírito Santo acompanha crescimento dos museus brasileiros
Professores de SP encerram greve e mantêm mobilização
Seminário debate educação e trabalho no Espírito Santo;...
Professor com 5% da visão supera desafios e...
Senado reconhece avanços do ES em alfabetização
Game educativo leva história de resistência às salas...
Espírito Santo bate recorde de empregos em 2026

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

- Publicidade -

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -