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sexta-feira, 24 setembro, 2021

Ensino remoto não foi suficiente, dizem especialistas; Capixabas terão reforço escolar

O modelo de ensino remoto adotado às pressas em 2020 em razão da pandemia ficou com o aprendizado abaixo do esperado, na comparação com o presencial, avaliam especialistas.

Por Munik Vieira

“Todas as evidências levantadas até o momento, seja no Brasil, seja no exterior, demonstram que os estudantes deixaram de aprender durante a pandemia”, diz Alexandre Schneider, pesquisador do Centro de Estudos em Política e Economia do Setor Público da FGV.

Para Alexandre, o modelo remoto não substitui perfeitamente o presencial, sobretudo no ensino básico. É preciso considerar o “elevado contingente de crianças e adolescentes em condições precárias, sem internet, sem dispositivos eletrônicos ou mesmo um lugar adequado para estudar”. Ele alerta para a necessidade de políticas educacionais e de apoio, como recuperação de conteúdos e acolhimento.

Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec Educação, diz que a situação nas redes municipais é ainda mais preocupante. “Falta coordenação nacional, que deveria ser feita pelo MEC”, avalia. Ela analisa que a demora no retorno presencial às aulas se deve, principalmente, à falta de planejamento de Estados e municípios e ao atraso da vacinação em todo o País.

Capixabas terão reforço escolar

Diante deste cenário, o Governo do Espírito Santo anunciou aulas de reforço e recuperação em todas as unidades estaduais de ensino, além da contratação de professores de Língua Portuguesa e Matemática.

A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) também divulgou os resultados das Avaliações Diagnósticas realizadas em 2020 e 2021. Segundo Vitor de Angelo, secretário de educação, o objetivo da ação foi diagnosticar as aprendizagens e as habilidades desenvolvidas pelos estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio, nas diversas disciplinas.

As ações do Programa de Fortalecimento da Aprendizagem foram planejadas diante dos resultados das Avaliações Diagnósticas. “Para nós, foi muito importante saber o quanto cada estudante aprendeu, por componente curricular, série, modalidade, entre outros, para entrar com a intervenção pedagógica”, disse Vitor de Angelo.

*Com informações de Jessica Brasil Skroch, Ítalo Cosme e Leon Ferrari, especial para o Estadão – Jornal O Estado de S. Paulo

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