Os agrônomos são peças-chave na construção de um futuro mais sustentável e equilibrado para o planeta e para as próximas gerações
Por Antonio Elias Souza da Silva
O Dia Mundial do Agrônomo é data oportuna para uma reflexão sobre a importância desse profissional e suas contribuições essenciais para o bem-estar social e a sustentabilidade do planeta. A fim de exemplificar essas contribuições, podemos destacar sua participação em três processos fundamentais para a humanidade: a produção de alimentos, de fibras e de energia.
Na produção de alimentos, atribuição mais nobre da agricultura, os agrônomos são responsáveis por aplicar conhecimentos científicos e tecnológicos que otimizam a produção agrícola e ajudam a promover a segurança alimentar global. Eles desenvolvem e implementam técnicas que aumentam a produtividade das culturas e melhoram a qualidade de gêneros alimentícios que consumimos diariamente.
Atuando em áreas como biotecnologia, melhoramento genético e agricultura de precisão, criam variedades de plantas mais produtivas e resistentes às mudanças climáticas, além de promoverem práticas agrícolas sustentáveis, como o uso eficiente de água e o controle biológico de pragas. Essas inovações possibilitam o incremento e a diversificação da produção e da oferta de alimentos, em associação com a redução de impactos ambientais e a preservação dos recursos naturais.
Os agrônomos também são essenciais para a indústria têxtil, ao aplicarem sua expertise no cultivo de fibras naturais, como o algodão e o linho, presentes nas roupas que vestimos e em tantos outros itens cotidianos. Além disso, estão envolvidos em pesquisas para desenvolver novas variedades de plantas com características agronômicas desejáveis, como maior resistência à seca e a pragas, melhor rendimento e características específicas para a produção de fibras. As contribuições para a inovação no setor passam ainda pelo cultivo e introdução de fibras alternativas, como fibra de banana e resíduos agrícolas, o que promove sustentabilidade e diversificação dos materiais têxteis.
Na produção de energia, o agrônomo desempenha papel crucial na área de biocombustíveis, Contribui com o cultivo eficiente de milho, soja e cana-de-açúcar, matérias-primas da produção de etanol e biodiesel, que são fontes de energia renovável e mais limpa que os combustíveis fósseis. Além disso, pesquisa novas tecnologias para aprimorar os processos de conversão de biomassa em energia, o que inclui o aproveitamento de subprodutos e resíduos agrícolas, favorecendo a economia circular e a redução do desperdício.
Dado o contexto das mudanças climáticas, é imperativo reconhecer também o papel dos agrônomos na adaptação das práticas agrícolas para enfrentar desafios climáticos, promover a resiliência dos sistemas produtivos e garantir a sustentabilidade da agropecuária a longo prazo. É oportuno lembrar, ainda, a sua liderança na implementação de práticas de manejo que reduzem emissões de gases de efeito estufa e favorecem a captura de carbono, mitigando os impactos das mudanças climáticas. Por tudo isso, os agrônomos são peças-chave na construção de um futuro mais sustentável e equilibrado para o planeta e para as próximas gerações.
Parabéns a esses profissionais que, com suas competências e dedicação, geram e socializam soluções tecnológicas, sociais e ambientais para melhorar o dia a dia do cidadão(ã) do Brasil e do mundo.
Antonio Elias Souza da Silva é engenheiro agrônomo e mestre em Extensão Rural/Desenvolvimento Agrícola, diretor-geral do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifes)

