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Doping de Sinner sem punição gera revolta no mundo do tênis

O caso de Sinner aconteceu em março deste ano, quando testou positivo para a substância anabolizante clostebol

Mesmo após testar positivo duas vezes para a substância clostebol, proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada), o tenista italiano Jannik Sinner foi absolvido de uma punição mais grave e a decisão gerou revolta de outros atletas da modalidade. Segundo a Agência Internacional de Integridade do Tênis (Itia), o número um do mundo perderá pontos no ranking da ATP e também o dinheiro da premiação conquistada na competição onde esteve supostamente dopado, o Masters 1000 de Indian Wells.

A decisão da Itia divulgada nesta terça-feira, 20, foi interpretada por outros competidores como favorável ao jogador e foi tomada após uma contestação do atleta de que teria se contaminado não intencionalmente. O clostebol é um agente anabólico proibido pela Wada.

O caso de Sinner aconteceu em março deste ano, quando testou positivo para a substância em 10 e 18 de março deste ano. O tenista é considerado inocente até que se prove o contrário, de acordo com a decisão da Itia.

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Nomes importantes do tênis, como o australiano Nick Kyrgios, se manifestaram nas redes e deram fortes declarações sobre a decisão da agência. “Ridículo. Seja acidental ou planejado. Se você é testado duas vezes com uma substância proibida (esteroide), deve ser suspenso por dois anos. Sua performance foi melhorada. Massagem… sei, ótimo”, escreve.

A massagem citada por Krygios refere-se à explicação dada por Sinner de ter se contaminado com a substância. Segundo o italiano, um membro da equipe de suporte estava aplicando um spray de venda livre (disponível na Itália) contendo clostebol em sua própria pele para tratar um pequeno ferimento. Após usar o medicamento, teria feito sessões de massagem com Sinner, o que teria causado a contaminação transdérmica desconhecida. Ou seja, através da pele.

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O atleta canadense Denis Shapovalov também publicou nas redes sociais seu descontentamento com a decisão. “Não consigo imaginar o que todos os outros jogadores que foram banidos por substâncias contaminadas estão sentindo agora”.

Por estar liberado para jogar, o número 1 do ranking da ATP se prepara para a disputa do US Open, que inicia sua disputa a partir de 26 de agosto.

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Atletas não tiveram o mesmo benefício

Ao contrário do caso do tenista italiano, atletas do tênis já tiveram suas carreiras interrompidas por suposto uso de substâncias proibidas e tiveram que aguardar a conclusão de sua inocência afastadas da quadra. Foi o caso da brasileira Beatriz Haddad, entre 2019 e 2020, e da romena Simona Halep, entre 2023 e 2024.

No caso de Bia, a acusação era de que ela havia usado substância proibida pela Wada em julho de 2019. Após nove meses sem atuar e tentando provar a inocência, a tenista conseguiu a comprovação de que sua contaminação aconteceu de forma cruzada na manipulação de vitaminas em farmácia.

Para Simona, a situação foi ainda mais grave. A romena chegou a receber uma suspensão de quatro anos a partir de setembro de 2023 por ter descumprido regras relacionadas ao uso de substâncias proibidas. Porém, após análise detalhada do Corte Arbitral do Esporte (CAS), a pena da tenista foi reduzida para nove meses.

O anúncio diz que a pena contaria a partir de outubro de 2022 e foi finalizada em julho de 2023. Ou seja, a atleta ficou de fora das quadras, de fato, entre setembro do ano passado e março de 2024. período em que provou sua inocência. Com informações de Agência Estado

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