Divulgada lista de brasileiros com offshore em paraíso fiscal.

Grandes empresários, um dos fundadores do Partido Novo e um ex-presidente do BNDES estão entre os donos de empresas nas Bahamas.

O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, em inglês) tornou público um banco de dados com 175 mil registros de empresas nas Bahamas e entre as centenas de pessoas físicas ou jurídicas do Brasil que aparecem com offshores registradas no país caribenho, o Blog fez uma varredura para checar nomes de políticos e agentes públicos, grandes empresários, executivos de grandes empresas e dirigentes de estatais e partidos políticos. 

Entre os nomes de pessoas que se destacaram pela exposição que têm ou tiveram na sociedade, forma encontrados CEOs de grandes empresas, um dos fundadores do Partido Novo e um ex-presidente do BNDES. E nesse processo de cruzar nomes com o banco de dados de offshores nas Bahamas, já foram descobertos e divulgados pelo Blog pelo menos sete investigados na Lava Jato. 

Não há nenhuma ilegalidade em um brasileiro ter uma offshore, desde que a declare em seu Imposto de Renda. Caso tenha havido remessa de dinheiro ao exterior, quantias acima de US$ 100 mil devem ser informadas ao Banco Central. E daí a interpretação ICIJ e do Blog é a de que no século 21 qualquer pessoa que abra uma empresa em seu país fica exposta. No Brasil, é fácil ter acesso à lista de pessoas jurídicas registradas em Juntas Comerciais. Há interesse jornalístico nessas informações. Os cidadãos têm o direito de saber quais são as empresas em funcionamento numa determinada sociedade. Por essa lógica, não faz sentido que apenas uma elite possa manter seus negócios longe do conhecimento do público apenas porque tem acesso a bons advogados e pode ir ao Caribe montar uma offshore que fica quase secreta.

Os dados tornados públicos pelo ICIJ na investigação chamada Bahamas Leaks dão acesso a um vasto acervo de informações de empresas registradas nas Bahamas. Podem ser consultados o nome da offshore, sua data de criação, o endereço físico do empreendimento e, em alguns casos, os nomes dos diretores da empresa.

A consulta a essas informações já era possível de maneira presencial em Nassau, capital das Bahamas. Há também um registro online, que poderia ser usado para esse fim. Mas, em geral, trata-se de um arquivo quase sempre incompleto. Além disso, há um custo: US$ 10 para cada empresa consultada. Mas agora, o acesso a todos os dados é gratuito e sem necessidade de registro, por meio do banco de dados Offshore Leaks, do ICIJ, que reúne dados de várias investigações jornalísticas do consórcio.

Entre os nomes que aparecem no banco de dados, está o de Jacob Joseph Safra, filho do banqueiro Joseph Safra, atual diretor do grupo, que responde também pela diretoria de quatro offshores: Strategic Investments Fund I, Strategic Investments Fund II, Strategic Investments Fund III e Strategic Investments Fund IV. 

Roberto de Oliveira Campos Neto, dirigente do Santander; Sérgio Cutolo Santos, ex-ministro da Previdência e ex-presidente da Caixa Econômica Federal – sócio do BTG Pactual e diretor da offshore SCS Securities Limited.  Guilherme da Costa Paes é outro sócio do BTG  

Entre os nomes que aparecem no banco de dados, está o de Jacob Joseph Safra, filho do banqueiro Joseph Safra, atual diretor do grupo, que responde também pela diretoria de quatro offshores: Strategic Investments Fund I, Strategic Investments Fund II, Strategic Investments Fund III e Strategic Investments Fund IV.  

Roberto de Oliveira Campos Neto, dirigente do Santander; Sérgio Cutolo Santos, ex-ministro da Previdência e ex-presidente da Caixa Econômica Federal – sócio do BTG Pactual e diretor da offshore SCS Securities Limited. Outro sócio do banco, Guilherme da Costa Paes, aparece como diretor da offshore GCP Securities Limited. 

Também na lista estão os gestores da Grendene, Icatu, Globo, Grupo Ultra e JHSF, o presidente do Partido Novo, João Dionísio, que criou uma empresa em 2015

Confira o banco de dados aqui 

Citados na Lava Jato que estão nos Bahamas Leaks

Léo Pinheiro (José Adelmário Pinheiro Filho) – ex-presidente da OAS aparece relacionado às offshores Two Stars e Four Stars.

Roberto de Queiroz Galvão e Fernando de Queiroz Galvão – proprietários da empreiteira Queiroz Galvão aparecem como controladores das offshores RQG Investments e a Recife Overseas Ltd.    

Odebrecht – O nome ”Odebrecht” aparece 3 vezes: Odebrecht Overseas Limited, Irmãos Odebrecht Limitada e Odebrecht Solutions Ltda.

José Antunes Sobrinho – dono da construtora Engevix – preso na 19º fase da operação Lava Jato, em setembro de 2015, condenado por lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa, mas recorreu e responde em liberdade. O empreiteiro aparece como diretor da offshore Firegrow Ltd.

André Esteves – banqueiro do BTG Pactual, com o nome relacionado às offshores Latin Holdings Investment Corporation e ASE Securities Limited.

Guilherme Esteves de Jesus- o lobista chegou a ser preso em março de 2015 por obstrução da Justiça. É apontado como operador do esquema de corrupção da Petrobras e aparece ligado às offshores Black Rock Oil Services INC e Klaystone Associates Limite.

André Esteves – do BTG Pactual e investigado na Lava Jato, aparece relacionado às offshores Latin Holdings Investment Corporatione ASE Securities Limited. 

 

 

 

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