Especialista em Medicina do Sono afirma que o sono desempenha um papel crucial na regulação de diversos processos fisiológicos e psicológicos
Por Redação
Cerca de 72% dos brasileiros sofrem de distúrbios relacionados ao sono, como a insônia, de acordo com estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Insonolência é caracterizada pela dificuldade de iniciar o sono, mantê-lo de forma contínua durante a noite ou despertar antes do horário desejado. Esta condição pode estar associada a diversos fatores, incluindo expectativas, problemas clínicos ou emocionais, e excitação relacionada a eventos específicos.
O sono é fundamental para a saúde e bem-estar humano, sendo considerado um dos pilares essenciais para a longevidade, junto à alimentação, atividade física, controle de tóxicos e manutenção dos relacionamentos.
De acordo com a pneumologista e especialista em Medicina do Sono, Jessica Polese, o sono desempenha um papel crucial na regulação de diversos processos fisiológicos e psicológicos. “O sono é fundamental para a consolidação da memória, o funcionamento do sistema imunológico, a regulação do humor e até mesmo o controle do apetite”, esclarece.

Polese alerta que quanto mais tarde a pessoa for dormir, menor será o tempo de sono, o que pode resultar em privação de sono e aumento do risco de doenças cardiovasculares.
“As enfermidades do coração, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), podem ocorrer sem uma qualidade adequada de sono. Uma noite mal dormida pode causar obesidade, aumento da pressão arterial, do colesterol e estresse, refletindo negativamente na saúde do coração. A qualidade do descanso noturno e a saúde cardiovascular estão diretamente relacionadas”, explica a médica.
Excesso de luz
A falta de luz durante o dia e o excesso de luz durante a noite já se tornaram temas abordados pelo Conselho de Cronobiologia da Associação Brasileira do Sono. A exposição à luz artificial à noite interrompe o ritmo circadiano natural do corpo, um ciclo biológico de aproximadamente 24 horas que regula o sono e a vigília.
A exposição noturna à luz artificial, especialmente à luz azul emitida por dispositivos eletrônicos como smartphones e computadores, suprime a produção de melatonina, o hormônio do sono. Isso resulta em dificuldade para adormecer, sono de má qualidade e perturbação do ciclo natural de
Para combater os efeitos negativos da poluição luminosa, é essencial reduzir a exposição à luz artificial durante a noite. “É importante eliminar o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir, como celulares, televisores, tablets e notebooks”, finaliza Jessica Polese.

