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Dicas para uma adaptação gentil de novos pets na família

Veterinária Amanda Miranda orienta como fazer uma boa adaptação ao adotar um novo animal. Veja dicas para gatos, cães, aves, cágados e jabutis

Adotar um animalzinho é um ato de amor. Apesar de ser benéfico, tanto para o tutor quanto para o pet, existem uma série de dúvidas e ações para o bem-estar do animal que rodeiam esse processo. 

O site da revista ES Brasil conversou com a médica veterinária Amanda Maria Miranda sobre as melhores estratégias garantir que a chegada de novos pets seja marcada por uma transição suave e uma convivência feliz.

“É preciso fazer uma socialização gradativa, ir aproximando os animais aos poucos, observando a reação deles quando estão juntos, não tentando forçar um convívio”, explica Amanda.

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Especialista em Esporotricose Felina e Clínica Médica de Cães e Gatos, a veterinária  recomenda, de maneira geral, para quem for adotar um novo animal, seja ele um cão, gato, ave, coelho, tigre d’água ou jabuti, que seja respeitado o tempo do novo pet, principalmente se você já tiver outro animal em casa. O segundo passo a se pensar são os recursos do ambiente em que vão viver.

É preciso ter potes de água e comida, caminhas, caixas de areia, gaiolas e viveiros suficientes e que acomodem os pets de forma confortável e sem disputas. 

“No mínimo é preciso ter 1 item básico para conforto e bem estar para cada animal. Ambientes adequados e com enriquecimento ambiental são fundamentais, principalmente, na introdução de um animal em um novo ambiente. O enriquecimento ambiental servirá para promover bem estar e saúde, muitas vezes evitando que os animais fiquem ansiosos ou ociosos. Passeios e socialização com diferentes animais e pessoas também são de suma importância nessa etapa. Lembrando sempre de respeitar o seu animal, não forçando situações desconfortáveis e estressantes”, orienta Amanda. 

Confira as particularidades na adaptação de diferentes espécies:

Gatos

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Dicas para uma adaptação gentil de novos pets na família
Mitos e verdades sobre os gatos – Foto por: Alexander Shelegov/ Divulgação

Segundo a médica veterinária Amanda Miranda, a adaptação dos gatos requer paciência e muito respeito.

Ela indica como primeiro passo a transferência de odores: ir colocando um pano com o cheiro do seu outro pet, até que gatinho se acostume com esse odor, sem se estressar ou “riscar fosforo” (como é chamado o barulho de estranhamento que os gatos fazem).

A partir do momento que o bichano estiver seguro, é o momento da aproximação
visual, também gradativa. Arranhadores no ambiente, sachês todos os dias , estímulos,
escovação dos pelos, são fundamentais para um gatinho feliz.

Cães

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A primeira dica é sempre se atentar aos diferentes tamanhos dos cães, se é macho ou fêmea, se é filhote, adulto ou idoso. Cães com diferentes portes e faixas etárias podem ter
comportamentos diferentes, sendo uns mais agitados, outros mais quietinhos. As vezes nas
brincadeiras um ter mais força que o outro. É preciso sempre estar atento a esses detalhes.

O contato entre fêmeas e machos requer atenção ao período de cio. Também a questão da territorialidade: cães (como outros animais) podem ter comportamento de dominância. Sendo assim, é importante observar se um cão tenta exercer essa dominância sobre o outro. “Com tudo isso, a dica para cães essencial é, de fato, observar se haverá ou não o comportamento agressivo. Lembrar que passeios diários fazem toda diferença para um cão feliz!”, acrescenta Amanda. 

Coelhos

Dicas para uma adaptação gentil de novos pets na famíliaÉ muito importante focar na alimentação dessa espécie, que precisa ser bem
balanceada e diferenciada. Com orientação de um médico veterinário, o tutor deve oferecer diferentes tipo de alimentos para que eles se acostumem desde novinhos.

Em relação ao ambiente, os coelhos tem hábito de roer, então, a dica fundamental da veterinária para os cuidadores dessa espécie é apostar em enriquecimento ambiental que envolva alimentos e objetos próprios para que haja desgaste dos dentes.

Aves 

Os pássaros são animais que gostam e precisam de uma certa rotina. É necessário respeitar sempre o fotoperíodo: à noite, as aves precisam dormir, sem presença de foco de luz, logo, o cuidador deve cobrir a gaiola de forma adequada, orientada por um médico veterinário.

“Se optar por deixar a ave solta em casa, sempre precisa ser sob supervisão, nunca
sozinha. Outra dica de ouro: evitar temperaturas baixas e não expor essas espécies ao ar condicionado”, destaca Amanda.

Cágados e Jabutis 

Devido a particularidade especifica dos cágados, que são semi aquáticos, eles necessitam de um recinto especifico que contenha uma parte com terra e outra com agua, para que possam submergirem .

Já os jabutis são animais terrestres, assim, o recinto precisa ter terra, principalmente no caso das fêmeas, devido a postura, e também locais com sol. “Cuidado com pets maiores, como cães e gatos, pois podem querer “brincar” com os cágados e jabutis, ocasionando sérios acidentes!”, adverte Amanda. 

*Matéria publicada originalmente em 4 de outubro de 2023

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