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quinta-feira, 30 junho, 2022

ES empregou mais que demitiu em 2018

Na modalidade de trabalho intermitente, em que o empregado recebe por horas de trabalho, o saldo positivo de geração de empregos superou 50 mil (Fotografia - Marcello Casal Jr)

País também encerrou o ano passado com saldo positivo de empregos formais

O Espírito Santo encerrou o ano de 2018 com saldo positivo de 17.455 empregos formais criados ou reabertos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira (23) aponta que o Estado seguiu a tendência nacional de cenário pós-crise econômica, ficando pela primeira vez com salto positivo desde 2014.

Em termos quantitativos, o setor de Serviços foi o que mais empregou (8.965 postos), porém, em termos de variação percentual, a construção civil assumiu o protagonismos com o salto de 7,6%. A única área que acumulou saldo negativo foi o extrativo mineral, finalizando o ano com 284 demissões. Isso representa uma variação percentual de -2,64%.

Brasil

Já o país encerrou 2018 com saldo positivo de 529,5 mil empregos formais. O setor que gerou o maior saldo positivo de empregos formais foi o de serviços, com 398,6 mil, seguido pelo comércio, 102 mil. A administração pública foi a única a registrar saldo negativo, 4,19 mil. De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, essas demissões no serviço público devem ter ocorrido pela restrição fiscal em Estados e municípios e são referentes apenas a trabalhadores celetistas.

São Paulo foi o estado que mais gerou empregos (146,6 mil), seguido por Minas Gerais (81,9 mil) e Santa Catarina (41,7 mil). Os maiores saldos negativos foram Mato Grosso do Sul (3,1 mil), Acre (961) e Roraima (397).

O trabalho parcial registrou saldo positivo de 21,3 mil de contratos de trabalho

Reforma Trabalhista

Com relação às mudanças introduzidas pela nova lei trabalhista, no acumulado do ano, o Caged registrou 163,7 mil desligamentos por acordo entre empregador e empregado.

Na modalidade de trabalho intermitente, em que o empregado recebe por horas de trabalho, o saldo positivo de geração de empregos superou 50 mil, a maioria no setor de serviços (21,8 mil). O trabalho parcial registrou saldo positivo de 21,3 mil de contratos de trabalho. No total das duas modalidades, cerca de 3 mil trabalhadores tinham mais de um contrato de trabalho.

De acordo com o diretor de Emprego e Renda do Ministério da Economia, Mário Magalhães, o trabalho intermitente e parcial foram responsáveis por 9,7% do saldo total de empregos formais em 2018.

Salário

O salário médio de admissão em dezembro de 2018 ficou em R$ 1.531,28 e o de demissão, R$ 1.729,51. Em termos reais (descontada a inflação), houve crescimento de 0,21% no salário de admissão e perda de 1,39%, no de desligamento, em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

O secretário do Trabalho, Bruno Dalcolmo, reconheceu que “ainda é bastante pequeno” o crescimento real do salário de admissão. Segundo ele, o aumento do salário em período de retomada da economia é gradual. “Os salários tendem a demorar um pouco para subir”.

Segundo ele, na retoma da econômica, após período de recessão, primeiro há aumento da informalidade, depois vem a contratação com carteira assinada e só então, os salários passam a subir gradualmente.

*Da redação com informações da Agência Brasil

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