Cooperativismo: a nova economia global

O Sicoob ES foi uma das cooperativas que apresentaram bons resultados mesmo em meio à crise do país

O modelo cooperativista destacou-se na retomada do crescimento de vários setores do mercado

Os desafios impostos pela crise nacional, que afetou até mesmo os lucros das grandes corporações, provocaram profundas mudanças no sistema de desenvolvimento econômico. E a marca dessa transformação é a valorização do trabalho coletivo. As organizações cooperativas criaram maior número de empregos, aumentaram a produção e ganharam ainda mais importância crescimento do Espírito Santo.

Entre as empresas do segmento que apresentam bons resultados nos últimos anos, mesmo em meio à tormenta do país, está o Sicoob – Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, que nos últimos cinco anos foi responsável pelo incremento de quase R$ 20 bilhões na economia capixaba, por meio da liberação de crédito.

O presidente Bento Venturim explica que a instituição renegocia as dívidas, com descontos e condições personalizadas para cada caso. Para superar as dificuldades, destaca, é necessário se reinventar a cada dia, por isso o Sicoob ampliou seu portfólio de produtos e serviços. “Em movimento contrário à tendência do mercado, geramos 202 postos de trabalho de janeiro a junho de 2018, entre funcionários, estagiários e aprendizes”, destacou. As contratações foram consequência da inauguração de duas agências: uma em Divino de São Lourenço e outra em Castelo.

A Unimed Vitória é outra entidade a apresentar saldos positivos. “Não deixamos de investir em 2018! Otimizamos os custos, demos preferência a investimentos que assegurassem mais retorno, priorizamos equipamentos médicos e estruturas físicas e readequamos as unidades da Grande Vitória e do interior”, enumera Fernando Ronchi, diretor administrativo da Unimed, que reúne hoje 340 mil assistidos por uma das sete categorias de plano de saúde.

BAQUES

A luta para manter a competitividade pontuou o período em alguns outros negócios, que foram seriamente afetados e se viram obrigados a cortar gastos. Na lista das atividades que sentiram as perdas, principalmente diante da paralisação dos caminhoneiros, estão as agropecuárias. “O segmento teve grande retração nas vendas. O número de empregados diminuiu bastante nos últimos dois anos, mas estamos voltando aos resultados positivos. Tivemos investimento de R$ 370 milhões, o que é baixo em relação aos anos anteriores, mas próximo da meta de 2018. Houve avanços tecnológicos que nos ajudaram a retomar o crescimento, como o novo sistema de irrigação total e automatizado, além de melhorias no transporte, adquirindo mais rapidez no atendimento às demandas”, explica o diretor-presidente da Coopeavi – Cooperativa Agropecuária Centro Serrana, Denilson Protatz.

Fonte: Ideies/Findes

O município de Santa Maria de Jetibá se tornou este ano o maior produtor de ovos do Brasil. “Esta nova posição é fruto de muito trabalho dos avicultores, da inovação e da dedicação. O setor avançou 114% entre 2006 e 2017. A busca por tecnologia, através da automação das granjas, e a produção de ovos com qualidade, evidenciada pelos concursos de qualidade de ovos, têm servido como bases dessa expansão, que se dá paralelamente ao aumento do consumo per capita de ovos no país, cerca de 10% em relação a 2017, segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), permitindo um progresso tão significativo”, aponta.

Além de gerar 7.800 empregos diretos, as cooperativas reúnem mais de 230 mil filiados no Espírito Santo. São mais de 700 mil pessoas hoje envolvidas com o movimento no Estado, incluindo nessa conta as famílias que estão diretamente ligadas ao setor.

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