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domingo, 23 junho, 2024

Como a agenda ESG pode tornar as indústrias mais competitivas

Atenta às exigências do mercado global, a Findes apoia ativamente a adesão do setor a práticas ESG

O ESG – sigla para Environmental, Social and Governance (em português: Ambiental, Social e Governança) – vem se consolidando como prática fundamental e de referência no mundo corporativo. O comprometimento com essa agenda é, cada vez mais, determinante para o sucesso no mundo empresarial. E o melhor: com responsabilidade, humanidade e ética.
O resultado desse movimento pode ser um caminho para o aumento da produtividade e da competitividade das empresas no mercado nacional e internacional.

Em pesquisa recente, a Bloomberg, empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro, estimou que a Agenda ESG deve atrair US$ 53 trilhões em investimentos até 2025 em todo o mundo.

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O dado mostra que, além de ser uma tendência, a adoção da pauta ESG faz com que as empresas se tornem cada vez mais competitivas. Dentre os desafios das organizações para a implementação de práticas ESG, a descarbonização das operações vem sendo um dos temas discutidos pelo setor, pelo poder público e também pela sociedade em geral, sendo inclusive destaque na COP27, última edição do maior evento mundial sobre mudanças climáticas.

A descarbonização das operações, com a redução da emissão de CO2 e a implementação de fontes energéticas mais sustentáveis; a profissionalização da governança nas indústrias, visando a garantia da longevidade dos negócios; e a adoção de ações que melhorem a relação da empresa com a comunidade onde está instalada, são atitudes necessárias que fazem parte da agenda ESG e que vêm sendo fomentadas pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Em suas mais de seis décadas de existência, a Findes atua de forma efetiva para contribuir para o crescimento do setor industrial capixaba e traz em seu DNA a transformação, impulsionando a educação, a cultura, a saúde e a tecnologia. A entidade investe no presente dos capixabas visando um futuro de prosperidade, com respeito ao meio ambiente, responsabilidade social e de governança.

Como a agenda ESG pode tornar as indústrias mais competitivas“O propósito da Findes é ‘transformar vidas e impulsionar negócios para desenvolver o Espírito Santo’. E, para que isso, aconteça trabalhamos em diferentes frentes e de forma integrada com: Sesi, Senai, IEL-ES, Cindes e Observatório da Indústria. Para conseguirmos continuar cumprindo com nosso propósito, estamos nos pautando na agenda ESG”, explica a ex-presidente da Findes, Cris Samorini.

De acordo com a industrial, um tema que está cada dia mais em destaque, a pauta ambiental, já é um compromisso da indústria. “Hoje temos diversas indústrias no Estado que estão desenvolvendo soluções importantes para alavancar a economia e, principalmente, com um olhar voltado para os três pilares da pauta ESG. Além disso, a adoção de ações que tornem as empresas capixabas mais sustentáveis e competitivas é uma realidade”, destaca.

Cris Samorini explica que a Federação tem atuado para disseminar o tema ambiental e sustentável junto ao setor produtivo e aos governos municipais, estadual e federal, incrementando uma agenda positiva, com foco em planos de ação e estratégias que sirvam de modelo para as empresas.

“Nosso intuito é fazer com que nossas indústrias estejam atentas e busquem maior eficiência e relações de qualidade com as partes envolvidas, com o objetivo de reduzir riscos e custos, além de transformar os desafios da agenda da sustentabilidade em oportunidades de negócios”, ressaltou Samorini.

Como a agenda ESG pode tornar as indústrias mais competitivasO setor produtivo precisará se adequar a uma nova realidade que cobra cada vez mais o cuidado e o desenvolvimento ambiental, social e de governança. Paulo Cezar Silva, que é consultor da Findes em ESG, explica que “uma empresa precisa conhecer sua realidade, seus impactos ambientais, as mudanças no meio ambiente e, principalmente, que o seu maior ativo são as pessoas, seus colaboradores, clientes, fornecedores, enfim, toda a sua cadeia produtiva. Tudo isso faz parte da agenda ESG e deve ser analisado pelo empresário”.
Seja por meio do Sesi, Senai, Instituto Euvaldo Lodi no Espírito Santo (IEL-ES), Centro da Indústria do Espírito Santo (Cindes) ou do Observatório da Indústria, a Findes vem se consolidando como uma referência na adoção de boas práticas que seguem o rumo da Agenda ESG.

O Sesi realiza um trabalho social relevante na educação básica, na saúde e na cultura. O Senai está voltado para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para as empresas e para a educação profissionalizante. Já o IEL-ES trabalha com a formação e capacitação gerencial, com foco na formação e aperfeiçoamento de lideranças. O Cindes estimula a integração das empresas capixabas e o desenvolvimento de jovens lideranças. E o Observatório fornece dados e análises qualificadas para contribuir com a tomada de decisão.

Pacto Global da ONU

A Findes se tornou a primeira instituição associativa de negócio do Estado a formalizar adesão ao Pacto Global da ONU. A ação visa a engajar as empresas para alinharem suas estratégias a princípios baseados em direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

O Pacto é a maior iniciativa voluntária de sustentabilidade corporativa do mundo. Hoje, são mais de 19 mil organizações integrantes, de todos os continentes, dos quais cerca de 1.400 estão na Rede Brasil do Pacto Global.

As organizações integrantes, entre poder público e iniciativa privada, têm feito esforços contínuos, com troca de experiências e vivências, visando a acelerar o engajamento à agenda ESG.

Com sua participação nessa iniciativa das Nações Unidas, a Findes se comprometeu a desenvolver ações como: organizar eventos sobre o Pacto Global e temas relacionados à agenda de sustentabilidade; propor e implementar parcerias com o setor público e privado para acelerar iniciativas que promovam a melhoria da vida das pessoas e do planeta; desenvolver metodologias e ferramentas relacionadas à Agenda ESG; promover políticas públicas relacionadas à agenda da sustentabilidade; participar dos grupos de trabalho do Pacto Global e iniciativas especiais; além de apoiar o desenvolvimento e as atividades da Rede Local.

Todos esses movimentos vêm ao encontro dos desafios colocados pelos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. “E a Findes assumiu esse compromisso, de estar empenhada em exercer o seu papel de influenciador, enquanto Federação, para promover essas pautas. É um marco importante em nossa trajetória”, pontua a ex-presidente da federação Cris Samorini.

Como a agenda ESG pode tornar as indústrias mais competitivasAmbiental e Social

Para promover a articulação ambiental junto ao empresariado, a Findes conta com o Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Coemas). Ele orienta os industriais capixabas sobre as políticas de gestão ambiental, monitora as legislações federal, estadual e municipais que tratam desse tema e também avalia as ações de instituições públicas e privadas que buscam incorporar a sustentabilidade como condição do desenvolvimento econômico e social.

Além disso, produz – em conjunto com ouras áreas da Federação – estudos sobre o licenciamento dos investimentos, sobre as necessidades de saneamento, sobre o planejamento e as políticas de gestão dos recursos hídricos e sobre as possibilidades da gestão dos resíduos industriais e urbanos. O Conselho é constituído por representantes voluntários da indústria, indicados pelos sindicatos setoriais ou convidados pela Findes.

Já para tratar a parte social junto aos sindicatos e às empresas do setor industrial, a Federação das Indústrias tem o Conselho Temático de Responsabilidade Social (Cores). Em sua atuação, o conselho desenvolve argumentos para destacar a importância de se investir em responsabilidade social como fator de competitividade para a indústria.

Vale destacar que o Cores está elaborando um inventário de investimentos socioambientais com os projetos do setor industrial. O objetivo é fazer um levantamento de dados com entidades de todos os portes – desde os sindicatos – e ter um recorte do que a indústria tem apoiado no Estado.

Para saber mais e participar entre contato: [email protected] | (27) 3334-5641

Governança

A governança está intimamente ligada aos termos sociais e ambientais, sendo a base de todas as iniciativas, práticas e projetos de ESG. Termo que se une às políticas, processos, estratégias e orientações de administração das empresas e entidades.

Para consolidar uma gestão transparente, a Findes criou o Programa de Compliance. Por meio dele, diversos procedimentos internos (controle, gestão de riscos, integridade, transparência, auditoria e ouvidoria) interagem com outros processos e temas para apoiar as ações de modernização e fortalecimento da governança corporativa.

Fica a cargo da área de Compliance a responsabilidade de garantir que o programa seja observado em todo a Federação e suas entidades, com as unidades operacionais e áreas de negócios atuando de forma íntegra e ética em suas atividades.

Descarbonização

A indústria entende seu papel como impulsionadora do processo de descarbonização e já tem dado passos nesta direção. A Findes tem participado da elaboração do “Plano Descarbonização do Estado do Espírito Santo”. A primeira fase da proposta foi aprovada no fim de junho (20/6) e traz uma série de estratégias econômicas e políticas para acelerar a transição para uma economia mais limpa e sustentável.

Muitas indústrias já possuem seu inventário, mas ainda há as que não diagnosticaram suas necessidades voltadas à transição energética. A Federação das Indústrias, por meio do Senai ES, oferece soluções para auxiliar as empresas. Inclusive, este ano, a entidade criou o Núcleo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, que estará responsável por cuidar da descarbonização dos produtos industriais.

E, pensando no uso eficiente das fontes energéticas disponíveis e na transição para uma matriz mais sustentável, a Findes lançou no início deste ano a “Rota Estratégica da Energia”. O estudo está contribuindo para o planejamento da ampliação de fontes de energia renovável no Estado, assim como o uso do gás natural como combustível de transição energética. Confira a Rota completa acessando findes.online/rotaestrategicadaenergia.

*Matéria publicada originalmente na revista ES Brasil 215, de julho de 2023.

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