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segunda-feira, 17 junho, 2024

Cautela com fiscal e varejo forte sustentam alta dos juros futuros na abertura

A expectativa fiscal com o processo de transição do governo ocupa as atenções nos mercados locais e a cautela externa também deve pesar

Os juros futuros abriram em alta puxados pela cautela dos investidores com o cenário fiscal no País e vendas no varejo fortes. O avanço de 1,1% do varejo restrito em setembro veio perto do teto do intervalo das previsões (1,4%). Ainda, o movimento está em linha com o do dólar que seguia em alta ante várias moedas emergentes em dia de cautela no exterior.

Os investidores têm no radar as movimentações com relação à transição do governo, seja na cena fiscal, seja com nomes que irão compor a equipe econômica. O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, tem hoje em Brasília encontros com os presidentes da Câmara, Senado, Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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O economista Persio Arida, membro da equipe de transição, afirmou que “waiver” seria um termo equivocado para as negociações que envolvem a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da transição: “Falamos de alta permanente de gasto, não temporária”.

A expectativa com o processo de transição do governo ocupa o centro das atenções nos mercados locais e a cautela externa também deve pesar. Após uma reunião no Congresso com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Celso Sabino (União-PA), afirmou que uma alternativa discutida pela equipe de transição é “excepcionalizar” todo Auxílio Brasil do teto de gastos – a regra que limita o crescimento das despesas do governo à variação da inflação.

E o relator-geral do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), informou que a reunião marcada anteriormente para hoje com Alckmin para a apresentação da PEC da transição foi cancelada, pois o vice-presidente quer levar primeiro a proposta para Lula.

Às 9h51, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 apontava taxa de 13,07%, de 13,05% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 estava em 12,04%, de 11,99%, e o para janeiro de 2027, em 11,90%, de 11,85%.

Com informações de Agência Estado

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