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Canetas emagrecedoras podem causar desidratação, diz médica

As canetas emagrecedoras vendidas sem receita podem trazer riscos à saúde. Entenda os cuidados essenciais, como identificar produtos confiáveis e a importância de acompanhamento médico

Por Thamiris Guidoni

As chamadas canetas emagrecedoras têm chamado atenção recentemente por prometerem emagrecimento rápido. Apesar da divulgação, médicos e órgãos de defesa do consumidor alertam que essas promessas nem sempre correspondem à realidade.

A endocrinologista Drª Gisele Lorenzoni reforça que o uso desses medicamentos exige cuidado. “Quem faz uso desses medicamentos pode ter problemas metabólicos e hormonais como hipoglicemia, além de poder sofrer desidratação, ter perda de massa muscular e até ter doenças hormonais mascaradas”, explica.

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Ela orienta: “É importante não comprar as canetas emagrecedoras fora de farmácias regularizadas e prestar atenção aos rótulos. Se houver promessas milagrosas demais ou informações pouco claras, já é um sinal de alerta”.

Sobre acompanhamento médico, Gisele destaca: “O acompanhamento é essencial para monitorar o paciente, suas taxas hormonais e metabólicas, para verificar a necessidade de ajuste de doses ou realizar o desmame da medicação da melhor forma, minimizando efeitos colaterais em quem retira o remédio”.

Uso sem receita é ilegal

Muitos anúncios não explicam corretamente a origem do produto, se ele é aprovado pela Anvisa ou quais são os possíveis efeitos colaterais. Sem essas informações, quem pretende usar o medicamento pode colocar a saúde em risco. Esses produtos só podem ser vendidos legalmente com receita médica e seguindo as regras sanitárias. A Anvisa reforça que a prescrição adequada evita o uso sem orientação e a comercialização irregular.

A diretora-geral do Procon-ES, Letícia Coelho Nogueira, lembra que “promessas de emagrecimento rápido, sem informações claras ou sem comprovação, podem ser consideradas propaganda enganosa. Essas práticas podem gerar fiscalização e punições aos responsáveis”.

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A venda sem receita, por redes sociais ou aplicativos de mensagens, é ilegal e pode envolver produtos sem registro, falsificados ou sem garantia de qualidade.

Direito à informação clara

Todo medicamento deve trazer informações sobre composição, forma de uso e riscos. Anúncios que escondem esses dados, usam depoimentos sem comprovação ou imagens de “antes e depois” podem enganar o consumidor. Vendedores e influenciadores digitais podem ser responsabilizados quando facilitam a venda irregular desses produtos.

Cuidados para o consumidor

O Procon-ES orienta que o consumidor desconfie de promessas milagrosas, verifique se o medicamento é regularizado pela Anvisa, evite compras em redes sociais ou sites sem identificação do vendedor e exija nota fiscal e informações completas sobre o produto.

Uso exige acompanhamento médico

Esses medicamentos só devem ser usados com acompanhamento de profissional de saúde. O uso sem orientação pode causar reações adversas, agravar problemas existentes e trazer outros prejuízos à saúde.

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Como denunciar

Consumidores que encontrarem publicidade enganosa ou venda irregular podem registrar denúncia no canal Denúncia Eletrônica do Procon-ES, disponível em www.procon.es.gov.br.

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