Empresa privada demonstrou interesse em implantar no município do Litoral Norte do ES uma usina eólica
Por Kikina Sessa
O litoral do Espírito Santo tem potencial para transformar vento em mais de 160 mil gigawatts por ano, segundo levantamento que consta no Atlas Eólico Onshore e Offshore do Espírito Santo. De acordo com o documento, o prazo de desenvolvimento da indústria da energia eólica, tanto em terra como em alto-mar, foi estipulado para 2035.
De olho nesse potencial, o Grupo Energisa, ao qual a distribuidora de gás natural ES Gás faz parte, demonstrou interesse em implantar uma usina eólica no município de Aracruz. Jeesala Coutinho, secretária de Ações Estratégicas de Aracruz, comentou que, em reunião com representantes da empresa, foi ventilada a intenção, já que a concessionária está expandindo a presença no município, abastecendo indústrias com gás natural.
Procurada pela reportagem, a assessoria da Energisa informou, por meio de nota, que “como uma empresa de capital aberto, não podemos comentar esse tipo de assunto.”
A ES Gás prevê R$ 1 bilhão de investimentos no Espírito Santo até 2030, com foco em descarbonização e segurança energética. A concessionária planeja implantar mais 480 quilômetros de rede e fazer a conexão de 92 mil novos consumidores e 30 novas indústrias.
Está prevista ainda a integração de quatro usinas de biometano à rede da concessionária. O biometano — combustível 100% renovável — terá papel central na estratégia de descarbonização do Estado.
A ES Gás estima que o uso do gás natural e biometano evitará a emissão de 900 mil toneladas de CO₂ por ano até 2030, contribuindo efetivamente para a transição energética e alinhada ao Plano de Descarbonização do Estado.

