Aquaviário volta a pauta da Ales

Há quase duas décadas que o aquaviário deixou de existir (Fotografia - Capixaba da Gema)

Comissão de Infraestrutura debate modelo de operação

Um novo modelo de operação do transporte aquaviário para a Capital do estado será apresentado pela empresa Ecobalsas na reunião da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Assembleia Legislativa, que ocorrerá quinta-feira (30), às 10h, no Plenário Rui Barbosa. O tema vem sendo amplamente discutido pelos parlamentares como solução para desafogar o trânsito na Região Metropolitana.

A ideia, segundo o presidente da comissão – deputado Marcelo Santos (PTD), é fomentar uma parceria entre Poder Público e iniciativa privada, já que o governo do Estado sinalizou a reativação do modal, que teria mais pontos de embarque e desembarque  na Capital. Uma das vantagens do transporte aquaviário seria o menor tempo na travessia entre Vitória e Vila Velha.

Em março desse ano, a Coinfra realizou uma visita técnica à baía de Vitória para estudar a possibilidade de reimplantação. Com o apoio da Marinha do Brasil, deputados estaduais, representantes do governo e de empresa fabricante de embarcações exploraram alguns pontos da baía para estudarem a profundidade, a maré, o vento e outros aspectos que podem influenciar na escolha do modelo.

Após a visita, os participantes da expedição se reuniram na Ales para debater sobre a viabilidade de retorno do sistema. A fabricante da embarcação que opera em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, informou que o seu produto se adéqua perfeitamente à realidade capixaba. Ricardo Ferreira Soares, da fabricante Fibra Rio, afirmou que é possível fazer a travessia entre Vitória e Vila Velha em três minutos.

Dep. Dary Pagung (sem partido), Dep. Marcos Mansur (PSDB), secretário de Transportes e Obras Públicas Fábio Damasceno, Dep. Marcelos Santos (PTD) e Dep. Alexandre Xambinho (Rede) na primeira reunião do ano sobre o aquaviário (Fotografia -Ellen Campanharo)

Soares explicou que a embarcação da empresa tem capacidade para 50 passageiros e dois tripulantes, é fabricada em fibra de vidro e é segura, sendo insubmergível, ou seja, se houver algum acidente, ela não afunda e os passageiros podem aguardar o resgate. Ainda segundo o representante da empresa, em seis anos de operação em Angra, nunca houve nenhum tipo de problema. “O mar aqui é mais calmo e o trecho lá em Angra é muito maior”, ressaltou.

Quem também participou dos trabalhos da Conifra foi o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno. O gestor sinalizou que o governo tem total interesse em retomar o transporte aquaviário. A secretaria está reformulando estudo sobre a reimplantação do sistema, analisando itens como acessibilidade para as pessoas com deficiência e integração com outros modais, como bicicleta, ônibus e automóvel, além da possibilidade de integração tarifária, com a instituição de bilhete único de transporte público.

Ele lembrou que na outra gestão Renato Casagrande (PSB) entre 2011 e 2014 o tema avançou, com a realização de várias audiências públicas e o lançamento de licitação para a implantação do sistema, mas o edital foi paralisado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES).

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