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terça-feira, 7 dezembro, 2021

Governo avalia adiar reajuste a servidores em 2018

Se adotada, a medida pode fazer os gastos com o reajuste cair de cerca de R$ 22 bilhões para R$ 11 bilhões no ano que vem.

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, admitiu que o governo pode adiar o reajuste dos servidores públicos que já foi acordado para o ano de 2018. Ela informou que se discute o adiamento “em alguns meses”, mas não informou quantos.

Segundo o jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, o governo estuda adiar por seis meses a entrada em vigor do reajuste, de janeiro para junho de 2018.

A proposta vem em um momento em que o governo enfrenta dificuldades para fechar suas contas. A arrecadação está abaixo da esperada, reflexo da crise econômica, e os gastos do governo estão crescendo.

CORTES

Com o orçamento apertado, o governo já anunciou corte de despesas, aumento dos tributos sobre combustíveis e vem enfrentando dificuldades para manter o funcionamento de alguns serviços.

A secretária do Tesouro Nacional explicou que está se referindo ao reajuste aprovado no último ano, que foi escalonado em quatro anos.

A etapa desse ano já foi concedida para os servidores públicos, mas a do próximo ano pode ser atrasada.

“O que pode se discutir, está se discutindo, é a postergação de um reajuste aprovado em lei. Uma prorrogação em alguns meses, em algum período. Existe um hipótese sobre esse adiamento que pode vir a ser estudado nesses termos. É algo que é possível de ser estudado dentro de um contexto de revisão de despesas obrigatórias”, acrescentou Vescovi.

CONTAS PÚBLICAS

O objetivo da equipe econômica, com a a possibilidade de adiar o reajuste dos servidores públicos, é diminuir os gastos com a folha de pagamentos, num momento de fragilidade nas contas públicas.

Para o próximo ano, a meta é de um déficit primário (sem contar juros da dívida) de até R$ 129 bilhões, que o mercado financeiro considera difícil de ser cumprido.

Recentemente, para diminuir essas despesas, classificadas como “obrigatórias”, o governo informou que deve editar uma medida provisória para criar um programa de demissão voluntária (PDV) para os servidores públicos do Poder Executivo. A adesão começará neste ano, mas o desligamento será feito somente a partir de 2018.

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