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quinta-feira, 21 janeiro, 2021

2020: aceleração do que é grave há mais de 50 anos

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Os avanços ocorridos na última década do século passado se ampliaram nos primeiro quinze anos deste Século XXI

Por Arlindo Villaschi

O pós II Guerra Mundial trouxe três temas para a debate: os perigos da corrida armamentista centrada no poderio atômico; os limites do Planeta se regenerar face à forma como os recursos naturais estavam sendo explorados e depredados; e a crescente deterioração do tecido social em função de exclusões históricas. Apesar da mobilização política em torno de temas como guerras, ecologia e direitos humanos que surgiram principalmente nos Estados Unidos e em países europeus nos anos 1960, nos últimos cinquenta anos a gravidade e intensidade de agravamento desses três temas só se ampliaram e tornaram mais urgente o engajamento da comunidade internacional em seus respectivos enfrentamentos.

O Brasil a partir da década de 1970 passou a contribuir com o movimento em prol do uso da energia atômica para fins pacíficos. Com a Constituição de 1988 assumiu compromissos de Estado com objetivos de direitos humanos nos campos jurídicos, sociais e econômicos. E, ao hospedar a Eco 92 no Rio de Janeiro, saiu da retórica e passou a assumir compromissos de governo e da sociedade civil com outro modelo de crescimento, com compromissos com a sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Os avanços ocorridos na última década do século passado se ampliaram nos primeiro quinze anos deste Século XXI. O Brasil assumiu protagonismo nos fóruns e nas negociações internacionais sobre desenvolvimento de energia atômica para fins pacíficos. Ocupou posição de relevância no estabelecimento de diretrizes para combater perigos das mudanças climáticas provocadas pela produção, transporte e consumo de bens e serviços centrados no lucro exacerbado de algumas poucas mega corporações.

Mais importante, assumiu a liderança mundial em tecnologias sociais de combate à fome e à pobreza. Formulou e operacionalizou programas voltadas para a quebra de fatores que tornavam a miséria um processo inter-geracional. Implementou projetos de combate à exclusão racial e de apoio ao protagonismo das mulheres, ampliando o acesso de excluídos históricos à formação técnica e universitária através de sistemas de cotas e outros programas afirmativos.

E mais, fomentou e incentivou a pesquisa científica, tecnológica e inovativa (PCTI) em áreas fundamentais como segurança e soberania alimentar; bens e serviços necessários à efetividade do Sistema Único de Saúde universal e de qualidade. PCTI e investimentos produtivos que deram protagonismo internacional ao Brasil em fontes alternativas de energia – etanol, biodiesel, solar e eólica.

O projeto neo-liberal que assumiu o poder com o golpe de 2016 tudo tem feito para destruir essas bases construídas a partir do que o Brasil tem de melhor: sua gente e sua natureza. A chegada em 2020 da pandemia da Covid 19 sem prazo de estadia ainda conhecido, por um lado, escancarou mazelas históricas do País ampliadas pela tomada dos Poderes por forças reacionárias, entreguistas e corruptas. Por outro lado, revelou a resiliência e a solidariedade que persistem em parcelas da população brasileira.

rincipalmente aquela que mora em favelas e bairros pobres e a que reconhece privilégios recebidos e se engaja em projetos voltados para o bem viver de todos.
E agora, marias e josés; mulheres, homens, LGBTs, de todas as raças e cores, para onde? É tempo de tecer um outro possível utilizando o aprendido com acertos e erros no passado. E, acima de tudo, a partir de territórios de afetos: comigo mesmo; com o outro; com os demais seres viventes; com a Mãe Terra.

Só há um caminho para enfrentar as distopias derivadas da pandemia da Covid 19 e do pandemônio do neo-liberalismo: o das utopias centradas na solidariedade entre humanos; no respeito ao seres viventes; e na espiritualidade da transcendência.

Arlindo Villaschi é professor titular de Economia da Ufes (aposentado)

ES Brasil Digital

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