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quinta-feira, 27 janeiro, 2022

100 milhões de prejuízo no setor de rochas ornamentais

A escassez mundial de equipamentos para o transporte tem afetado as empresas exportadoras. Foto: Internet

O motivo por trás desse prejuízo é a falta de contêineres.

A situação é tão grave que metade das empresas capixabas deixaram de exportar entre 16% e 40% de sua produção. A escassez mundial de equipamentos para o transporte de pedras de granito tem afetado as empresas exportadoras no Espirito Santo.

Dados estimados pelo Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas), o setor de rochas capixaba deixará de exportar cerca de US$ 100 milhões em mercadorias entre julho e dezembro deste ano.

Segundo o economista Mário Vasconcelos, a falta de contêineres é causada pelos impactos da pandemia da Covid-19. No primeiro momento, as exportações ficaram restritas em vários países. Agora, mesmo após a retomada das atividades do setor, as embarcações podem ficar retidas por cerca de 15 dias, quando um dos tripulantes apresenta os sintomas da Covid.

Evolução

Mesmo em uma crise, o setor fechou o 3º trimestre de 2021 com evolução de 32,98%, em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, no mês de setembro os números não foram tão bons assim.

Uma pesquisa realizada pelo Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcário do Estado do Espirito Santo (Sindirochas), em parceria com o Centrorochas, revelou que a falta de contêineres é uma questão muito sentida pelos empresários de rochas ornamentais.

Ouça o podcast sobre o assunto com Mário Vasconcelos:

 

Ao todo, 50% das empresas, embora com capacidade produtiva, deixaram de exportar volumes entre 16% e 40%. Outros 20%, perderam a oportunidade de embarcar entre 11% e 15% de sua produção. Também houve registro de 5% de cancelamentos e, de perdas acima de 50%.

Soluções

Há uma grande expectativa para o fim da crise de conteiners. O Sindirochas, junto com o Centrorochas, vem atuando em busca de soluções. “Acreditamos que esta situação, com intensidade variada, ainda deverá ser sentida, pelo menos, entre o primeiro e segundo semestre de 2022, conforme expectativas de entidades nacionais e internacionais que integram o sistema de comércio exterior”, disse o presidente do Sindirochas, Ed Martins.

 

Fonte: Pesquisa realizada pelo Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcário do Estado do Espírito Santo (Sindirochas) em parceria com o Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas).

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