Lucro líquido de R$ 413,4 milhões em 2025 marca o maior resultado já registrado pelo Banestes
Por Letícia Arcanjo
O Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) encerrou o último ano com lucro líquido de R$ 413,4 milhões, aumento de 5,3% em relação a 2024 e crescimento de 156,3% na última década. No quarto trimestre, o resultado alcançou R$ 109 milhões. Já o Patrimônio Líquido atingiu R$ 2,4 bilhões, enquanto o valor de mercado superou o patrimonial, chegando a R$ 2,8 bilhões.
Em entrevista à ES Brasil, o presidente do Banestes, Amarildo Casagrande, explicou que o desempenho reflete a estratégia de atuação em todos os segmentos do mercado capixaba, do microempreendedor individual a grandes empresas.
“Hoje, esse crescimento é muito fruto dessa estratégia, de realmente voltar para o mercado capixaba, atuando em todos os segmentos econômicos do estado. O crédito imobiliário foi um grande exemplo. Agora nós voltamos para o crédito rural, que também está em crescimento”, afirma.
Segundo o Banestes, esse resultado foi impulsionado, principalmente, pelas receitas com operações de crédito, que somaram R$ 2,1 bilhões, alta de 23,9% sobre 2024, e pelas receitas com serviços e operações de títulos e valores mobiliários (TVM), que chegaram a R$ 3,3 bilhões, expansão de 14,5%. No quarto trimestre, o resultado alcançou R$ 109 milhões. Já o Patrimônio Líquido atingiu R$ 2,4 bilhões, enquanto o valor de mercado superou o patrimonial, chegando a R$ 2,8 bilhões.
Além disso, as empresas controladas registraram crescimento conjunto de 16,1%, totalizando R$108 milhões, equivalente a 26,2% do lucro líquido do Sistema Financeiro Banestes e o Resultado Operacional avançou 9,9%, chegando a R$653,3 milhões.
Carteira de crédito
A carteira de crédito comercial atingiu R$ 12,7 bilhões em 2025, alta de 8,2% em 12 meses. Já o Crédito Consignado liderou as receitas, com 29,6%, seguido por Capital de Giro (21%) e Crédito Imobiliário (13,9%). As receitas com prestação de serviços cresceram 5,9%, impulsionadas pelos setores de Seguros e Cartões, que registraram R$ 185 milhões, alta de 16,6%, e 7,3%, respectivamente.
Segundo o diretor Silvio Grillo, a instituição projeta continuidade do crescimento em 2026, considerando a possibilidade de queda da taxa de juros. Ele explica que, com a locação estratégica de ativos e passivos, as despesas do banco devem cair proporcionalmente à Selic, já que correspondem à remuneração paga aos clientes por CDBs, LCIs e LCAs.
Grillo ressaltou que as receitas da carteira de crédito e de TVM têm uma parte pré-fixada, o que deve ampliar a margem do banco, medida pela diferença entre receita e despesa
“Nós vamos procurar fazer uma gestão proativa da gestão do PDD, evitar que o nosso cliente chegue em inadimplência. Esse é um vetor essencial. Buscar mais a questão de oferta de serviço e investir muito em eficiência operacional e em tecnologia, para que a gente consiga fazer mais com custo menor”, destaca.

