Vale baterá recorde de investimento ambiental

Divulgação - Marcelo Rosa

Os investimentos para reduzir emissão de poeira e aprimorar a gestão hídrica na Unidade Tubação, em Vitória, chegará a R$ 1,27 bilhão

A Vale anunciou, na manhã dessa segunda-feira (6), investimentos na ordem de R$ 1,27 bilhão em ações ambientais nos próximos cinco anos. O compromisso é de trabalhar para reduzir suas emissões de poeira e aprimorar a gestão hídrica na Unidade Tubarão, em Vitória, ao máximo .

O investimento – recorde da empresa na questão ambiental – integra o Plano Diretor Ambiental de Tubarão (PDA). O PDA prevê ações que atendem às recomendações do Plano de Metas da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, focadas em tratar as fontes de emissões difusas. Também estão previstos estudos de novas tecnologias para as chaminés, além de ações relacionadas ao tratamento de efluentes.

Entre os destaques das ações de controle da poeira estão a aplicação de produto à base de celulose inédito no Brasil nas pilhas de minério – o que já começou a ser feito; a implantação de quatro novas barreiras de vento (wind fences); a adequação de 40 km de correias transportadoras; e a instalação de canhões de névoa, parecidos com turbinas de avião, que serão posicionados nos pátios de pelotas para criar uma cobertura de névoa de água sobre as pilhas.

Com essas e outras ações, que contemplam as 48 recomendações da Cetesb destinadas à Vale, a empresa vai chegar à máxima eficiência de controle, com um fator de emissão estimado de 1,5 grama de poeira por tonelada de produto movimentado nos píeres.

Considerando o último inventário de fontes do Iema, divulgado em 2010, a Vale reduzirá gradativamente em 93% suas emissões difusas de poeira até 2023. Também nos próximos 5 anos, a empresa fará investimentos em seus sistemas de reservação e de tratamento de efluentes para triplicar a capacidade dos reservatórios, aumentar o reuso e desenvolver fontes alternativas de captação de água.

A implantação dos projetos deve gerar cerca de 1.500 empregos diretos no pico das obras. Entre os serviços mais demandados, estarão a fabricação de caldeiraria e estruturas metálicas, montagem eletromecânica e obras civis. As intervenções devem criar oportunidades para profissionais das áreas de mecânica, montagem, caldeiraria, soldagem, carpintaria, elétrica, entre outras.

Tecnologia de ponta

O Plano Diretor Ambiental de Tubarão é um avanço nos investimentos e resultados para redução de poeira alcançados pela Vale nos últimos 10 anos, período no qual foi investido cerca de R$ 1 bilhão em controles ambientais.

Com os investimentos feitos até o momento, os equipamentos e processos da Unidade Tubarão – como wind fences e precipitadores das usinas – já se encontram entre as chamadas Melhores Tecnologias Práticas Disponíveis (MTPD), de acordo com o relatório elaborado pela Cetesb, pelo Iema e pelos ministérios públicos, o que reafirma a eficiência dos controles ambientais instalados nos últimos anos.

“Nosso compromisso é reduzir ao máximo as emissões”, diz o diretor-executivo de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Vale, Luiz Eduardo Osorio. “Com os investimentos feitos até hoje obtivemos as melhores tecnologias e garantimos que todo o sistema produtivo esteja equipado com controles ambientais de padrão internacional”, complementa Osorio.

Com o lançamento do Plano Diretor Ambiental, a Vale se compromete também a continuar estudando novas tecnologias para redução de poeira, tanto nas fontes difusas quanto nas chaminés, e reforça sua intenção de firmar um novo Termo de Compromisso Ambiental com os órgãos competentes e a sociedade para garantir transparência e acompanhamento das ações que serão implementadas.

Conteúdo Publicitário

Aproveite as promoções especiais na Loja da ES Brasil!