Reforma tributária é o novo foco do Governo

Reforma Tributária
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Primeira ação da reforma tributária será modificar normas e sistemas eletrônicos para declarar impostos

A reforma tributária, que andava meio “de lado”, na pauta do governo, voltou a ter destaque. O Planalto deverá enviar ao Congresso uma proposta de simplificação tributária. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira (27) que o fato da reforma da Previdência não poder ser votada agora, por conta da intervenção federal no Rio de Janeiro, o governo está focado em melhorar a legislação tributária.

No entanto, Meirelles já deixou avisado que enquanto a reforma da Previdência não for aprovada, o país não conseguirá reduzir a carga tributária. Segundo o ministro, o país tem enfrentado sucessivos déficits nas contas, boa parte disso justificado pelo aumento nas despesas previdenciárias.

“A reforma tributária virá antes da Previdência já que agora que a Previdência vai ter que aguardar o final da intervenção federal do Rio. Mas a carga tributária do Brasil não poderá diminuir rapidamente se nós não cortarmos as despesas”, destaca o ministro.

Meirelles deixou claro que o governo não desistiu da reforma da Previdência. E disse que, “na pior hipótese”, a intervenção federal no Rio durará até o fim do ano e a reforma poderá ser retomada em seguida. Ele lembrou que, sem a reforma, o Orçamento do ano que vem será impactado entre R$ 14 bilhões a R$ 15 bilhões.

Questionado sobre a criação de um tributo similar à CPMF, o ministro afirmou apenas que a taxa não é capaz de bancar o crescimento das despesas previdenciárias. “Não é uma solução para resolver esse problema”, pontuou.

PLANOS PESSOAIS

Henrique Meirelles não descarta uma possível candidatura à Presidência da República. Sobre esse questionamento, afirmou que analisa “dar continuidade a tudo que está sendo feito no Brasil”.

Citou uma série de projetos da pauta econômica que já foram aprovados, como o teto dos gastos e a reforma do ensino médio, e que ainda estão em andamento, como a reforma tributária. Mas conclui, “estamos empenhados nesse trabalho agora, mas vamos analisar a possibilidade de continuar colaborando no futuro nos candidatando à Presidência da República”.

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