Congresso não aprovará aumento de impostos

Após presidente do Senado, Eunício Oliveira, comunicar que Congresso não irá votar aumento de impostos, autoridades definem novas metas fiscais e cortes de gastos governamentais

Em reunião na noite deste domingo (13), no Palácio do Jaburu, foram fechadas as novas metas fiscais, os cortes de gastos governamentais e, principalmente, a desistência de aumentar tributos.

A desistência ocorreu após o presidente do Senado reiterar que o Congresso Nacional não irá aprovar a alternativa.

Participaram da reunião os presidentes do Senado e da Câmara, Eunício Oliveira (PMDB) e Rodrigo Maia (DEM) , o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento).

Não aos impostos

“Desde a quinta-feira vimos ponderando e dizendo que não aceitamos criação de novos impostos ou aumento dos já existentes”, afirmou Eunício. Segundo ele, o presidente Michel Temer “compreendeu que seria uma alternativa difícil de aprovar e abriu mão desta opção”. Or fim, afirmou que ” não podemos concordar com aumento da carga tributária.”

Segundo o presidente do Senado, em entrevista à Agência Senado, não foi fácil convencer a equipe econômica do governo de abrir mão de novas fontes de receitas para cobrir o deficit atual. “Tive que ser muito firme com os ministros Meirelles e Dyogo. Fiz com que eles percebessem a impossibilidade de aumentar impostos”.

Para finalizar afirmou: “não é porque o governo tem seus problemas fiscais, seus aperreios, que o povo deva ser penalizado e pagar mais impostos”.

O governo deve anunciar nesta segunda-feira (14) que as contas públicas de 2017 e 2018 fecharão no vermelho em R$ 159,5 bilhões. Esse foi o valor do déficit registrado em 2016. A equipe econômica trabalhava com metas menores de déficit para este ano (R$ 139 bilhões) e 2018 (R$ 129 bilhões).

O corte de gastos da União deve ficar em torno de R$ 73,9 bilhões. “O governo aceitou cortar ainda mais suas despesas e praticar gestão responsável dos recursos públicos. O presidente aceitou minhas ponderações e determinou à área econômica corte e até o aumento da meta fiscal”.

Vale lembrar que, em julho deste ano, durante palestra em Vitória para mulheres empreendedoras, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, trouxe uma notícia no mínimo preocupante. “A dívida pública compromete hoje a 73% do PIB Nacional. E vai crescer ainda mais, atingir 85% e só irá cair após 10 anos… se tudo der certo”

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