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Tudo diferente no esporte em 2020

Nova realidade traz muitas dúvidas e exige ainda mais dos atletas

A pandemia provocada pelo novo coronavírus afetou também o esporte. Os Jogos Olímpicos, um dos maiores eventos esportivos mundiais, foram adiados para 2021. Outros eventos como a Copa América, a Eurocopa e campeonatos nacionais de futebol também foram cancelados ou adiados, enquanto se pensava em formas de realizá-los com segurança.

Em muitos casos, a pressão dos patrocinadores e dos clubes exigiu o retorno das competições, mas as torcidas ficaram de fora, o que muda completamente a proposta do espetáculo.

Para entender melhor o que virá pela frente, a Agência Brasil conversou com dois pesquisadores que têm o universo do esporte como objeto de estudo. O sociólogo e professor da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj) Ronaldo Helal e o professor da Escola de Ciências Sociais/FGV-CPDOC Bernardo Buarque de Hollanda traçaram seus cenários para o período pós-pandemia.

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“O formato tradicional de um encontro a cada quatro anos, com todos os atletas reunidos numa vila olímpica poderá mudar. Assim como todas as áreas estão se adaptando, pode ser que muitas coisas no âmbito do esporte, hoje consideradas imprescindíveis, sejam reinventadas”, diz o pesquisador da FGV.

Ambos torcem para que um fator não mude: o entendimento dos grandes eventos como momentos de celebração da humanidade. “Entendo a ideia dos Jogos Olímpicos assim, porque há uma metáfora de união entre as nações. O esporte proporciona isso. As mesmas regras para todos, a vitória pela meritocracia.

Se superarmos esta pandemia, se já tivermos uma vacina, que seja uma grande celebração da vida pós-pandemia, de união entre as nações e os povos”, conclui Ronaldo.

Exemplo Capixaba

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Referência mundial no vôlei de praia, o capixaba Alison Cerutti, dono de uma respeitável coleção de medalhas, conta que “apesar da experiência de ter participado de duas olimpíadas, isso nunca passei na minha carreira”.

O atleta ainda pontua que “muita gente projetava bastante coisas, como nós atletas de alto rendimento, jogos olímpicos, mais um ano de carreira, e devido a esse coronavírus, tudo mudou”.

Com todos os campeonatos cancelados inclusive o circuito mundial, a solução apontada pelo atleta foi cuidar do psicológico. “A gente teve de controlar a cabeça, a ansiedade, as frustrações. Eu, sendo atleta mais experiente, foquei no cuidado com a parte física e controle mental, pra me manter bem”.

“Voltamos a jogar em setembro, em torneios fechados, sem público nenhum, o que é muito difícil, porque a gente treina pra jogar com o publico, com a torcida, o calor humano.
E não estamos tendo isso. Mas como tudo na vida, a gente está se adaptando”, conta o medalhista olímpico.

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Prejuízo em números

• Em uma única partida das oitavas de final da Liga dos Campeões a portas fechadas
(11 de março), antes da paralisação do torneio, o Paris Saint-German (PSG) teve prejuízo estimado em 5 milhões de euros (R$ 27,65 milhões).

• A paralisação das competições de futebol na Espanha deve gerar um prejuízo total de quase 680 milhões de euros (R$ 3,76 bilhões), referente a cotas de TV, patrocínios e bilheterias.

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