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Brasil recupera ritmo no tráfego aéreo

Brasil cresce 2,5% e América Latina sustenta demanda apesar do QAV caro

O tráfego aéreo na América Latina e no Caribe somou 38,7 milhões de passageiros em maio, alta de 2,7% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta). No Brasil, o movimento de passageiros cresceu 2,5% no período, recuperando parte da desaceleração observada em abril.

Em nota, o CEO da Alta, Peter Cerdá, afirmou que, apesar do cenário global desafiador, a demanda por transporte aéreo na região segue resiliente. O desempenho ocorreu apesar do contexto de alta dos preços do querosene de aviação (QAV), sendo sustentado principalmente pelos mercados domésticos e intrarregionais.

Na região, o tráfego doméstico avançou 4% na comparação anual, enquanto o internacional intrarregional cresceu 3,4%. Já o segmento extrarregional registrou alta de apenas 0,1%, pressionado pela queda de 1,2% no fluxo de passageiros entre os Estados Unidos e a América Latina e o Caribe, que acumula três meses consecutivos de retração.

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O Panamá apresentou o maior crescimento, com alta de 15,7% e 1,95 milhão de passageiros transportados em maio, completando cinco meses seguidos de expansão em ritmo de dois dígitos. A Colômbia registrou avanço de 5,5%, sustentado pelo crescimento tanto do mercado doméstico quanto do internacional.

Já o México e a Argentina apresentaram desempenhos distintos entre os segmentos doméstico e internacional. No México, a alta de 2,2% no mercado doméstico não compensou a queda de 4,2% no internacional. Na Argentina, o tráfego internacional avançou 8,1%, enquanto o doméstico recuou 12,1%, levando o país a registrar sua primeira contração do ano.

“Os resultados dos primeiros cinco meses do ano refletem um crescimento sustentado, enquanto a conectividade continua se expandindo com novas rotas”, disse Cerdá. Segundo o executivo, para manter essa trajetória será fundamental adotar políticas que promovam a competitividade, os investimentos e o desenvolvimento da infraestrutura.

Com informações da Estadão Conteúdo – Economia, Elisa Calmon

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