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domingo, 5 dezembro, 2021

Mercado de startups de tecnologia na área da saúde cresce na pandemia

Estima-se que só em 2021 já foram investidos cerca de 580 milhões de reais em startups voltadas para a área da saúde no país

Por Victor Rodrigues 

A pandemia que assola o mundo desde o ano passado tem transformado hábitos e balançado a economia em diversos setores. O mapa de empresas, publicado pelo Governo Federal no final de setembro deste ano, mostra que foram fechadas 484.553 empresas no segundo quadrimestre de 2021, um aumento de 10,2% em relação ao primeiro quadrimestre de 2021 e 44,8% em relação ao segundo quadrimestre de 2020. Enquanto os dados do IBGE indicam um número de 14,4 milhões de desempregados no segundo trimestre de 2021.

Contudo, o setor de tecnologia, em especial o voltado para a área da saúde, se mostra aquecido. Estima-se que só em 2021 já foram investidos cerca de 580 milhões de reais em healthtechs nacionais, startups com foco em desenvolvimento de novas soluções tecnológicas para área médica, segundo relatório da plataforma Distrito.

Assim, o que se vê é o crescimento acelerado das healthtechs na pandemia, juntamente com a expansão e consolidação dos negócios digitais. A telemedicina, que no Brasil, antes da pandemia de Coronavírus, só era autorizada diante de um atendimento presencial prévio, cresceu 316% segundo informações do Saúde Digital Brasil.

É nesse cenário, que a partir de um edital lançado pela Finep, que premiou seis startups nacionais com ideias inovadoras para o combate ao Coronavírus, que surgiu a Alben, uma empresa catarinense que criou uma câmara esterilizadora que alia três tecnologias, a luz UV-C, as nanopartículas de prata e a temperatura, que promete eliminar 99,9% de micro-organismos, como vírus e bactérias, incluindo a Covid-19.

A esterilização é um dos métodos mais eficientes para a eliminação de todas as formas de vida microbiana, como vírus, bactérias e fungos e visa garantir segurança e saúde em ambientes em que há grande risco de contaminação, como hospitais, clínicas veterinárias e até mesmo salões de beleza.

No entanto, muitos dos equipamentos que são utilizados para a esterilização, demandam muito tempo – em geral, no mínimo três horas -, têm um alto custo e esterilizam apenas materiais metálicos. Já o produto com a nova tecnologia promete maior rapidez no processo, uma vez que em até 30 minutos elimina os micro-organismos. Além disso, possibilita que os mais variados objetos, como as máscaras N95 e celulares, por exemplo, possam ser esterilizados, uma vez que esses não suportariam processos de esterilização convencionais, como os realizados por autoclaves.

Os idealizadores e responsáveis pelo projeto afirmam que os diferenciais do produto são a segurança, aliada a eficiência e a rapidez, além da combinação das três tecnologias. “Com alguns meses de pandemia, começamos a pensar em um produto de custo acessível e que fosse 100% brasileiro, que ajudasse no combate à Covid-19. Assim, nossos esforços se voltaram para a criação de uma câmara esterilizadora que pudesse ser usada até mesmo em casa”, conta Lucas.

A câmara já está sendo comercializada e visa garantir mais segurança e qualidade de vida não só diante da pandemia atual, mas como recurso para os novos hábitos de higiene e cuidado, que vieram para ficar.

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