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terça-feira, 26 janeiro, 2021

“Sucessão no Congresso e reforma ministerial”

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Foto: Alan Santos/PR

A matemática muitas vezes não se aplica à política – no caso, as anunciadas alianças não representam que determinado partido

Por André Pereira César

Dois assuntos dominam a política nesse início de 2021 no Brasil. De um lado, a definição das novas Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ditará os rumos do Legislativo e do Executivo pelos próximos dois anos. De outro, a esperada reforma ministerial reacomodará forças e, em tese, organizará o governo Bolsonaro dentro do antecipado processo sucessório.

As duas questões estão umbilicalmente ligadas e o resultado da disputa parlamentar terá influência sobre a nova composição do ministério. Até o início de fevereiro, quando se dará a eleição no Congresso Nacional, muita água rolará, e aos atores políticos será necessária muita habilidade. O jogo é complexo e não permite erros.

No que diz respeito aos deputados, especificamente, está claro que o embate se dará entre um grupo alinhado com o Planalto e outro que oscila entre a independência e a oposição pura. Esse quadro é mais evidente entre os deputados, com a disputa entre os aliados de Bolsonaro, corporificados na figura de Arthur Lira (PP/AL), e os defensores do atual presidente, Rodrigo Maia (DEM/RJ), representados por Baleia Rossi (MDB/SP).

Na ponta do lápis, hoje, a candidatura Rossi seria mais consistente, com votos suficientes para vencer já no primeiro turno. No entanto, a matemática muitas vezes não se aplica à política – no caso, as anunciadas alianças não representam que determinado partido necessariamente dará todos os votos a quem oficialmente apoia. O voto secreto estimula traições.

Assim, os apoios declarados a Rossi precisam ser analisados com cautela. Na esquerda, por exemplo, há defecções abertas. Parcela expressiva da bancada do PSB previamente se posicionou ao lado de Lira e, ao que tudo indica, não mudará de posição. Já o PT, a maior bancada da Casa, tem em suas fileiras deputados que não perdoam a posição do MDB, partido de Rossi, no processo de impeachment da presidente Dilma. Essas mágoas cobrarão a fatura agora.

O caso do DEM é ainda mais interessante. Partido de Maia, o principal fiador da candidatura Rossi, ele poderá sair dividido da disputa. A razão é simples e até pueril – preterido na disputa, o deputado baiano Elmar Nascimento decidiu apoiar Lira, devendo levar consigo preciosos votos da legenda.

Lira, por sua vez, conta com os recursos e o peso do Planalto e partiu para a caça aberta de votos. Até mesmo o mercado financeiro tem recebido o parlamentar, que tenta engrossar de qualquer modo a lista de apoiadores.

A indefinição na Câmara levou o presidente Bolsonaro a puxar o freio de mão na dança de cadeiras ministerial. Nomes aparecem nas bolsas de apostas, mas basicamente no campo da especulação. De concreto, sabe-se que será necessário melhorar a articulação política do governo, hoje bastante sofrível. E também uma pasta chave, a Saúde, deverá mudar de comando – a incompetência do interino-titular Eduardo Pazuello, em especial no combate à pandemia, passou dos limites e sua manutenção no cargo ficou insustentável.

Em suma, o recesso parlamentar de janeiro será repleto de emoções. Definidos os novos comandantes do Congresso será iniciada, de fato, a metade final do governo Bolsonaro, com um novo desenho ministerial na Esplanada. Começará, então, o processo sucessório – mas esse tópico ficará para outro artigo.

André Pereira César é Cientista Político e sócio da Hold Assessoria Legislativa

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