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quinta-feira, 23 maio, 2024

Putin visita Belarus em meio a crescente pressão por apoio militar

Reunião ocorre após repetidas advertências da Ucrânia de que as forças militares russas poderiam estar preparando nova ofensiva de Belarus

Sob crescente pressão de Moscou para fornecer mais apoio à guerra da Rússia e da Ucrânia, o presidente Alexander Lukashenko, de Belarus, recebeu nesta segunda (19), a rara visita de seu colega russo, Vladimir Putin, a Minsk. Os dois líderes conversaram sobre as relações entre os dois países e questões econômicas, mas mantiveram silêncio sobre a guerra na vizinha Ucrânia, na qual Belarus poderia acabar sendo envolvida. Putin disse apenas que, em meio à doutrina dos dois países, Rússia e Belarus têm feito novos planos militares conjuntos.

Lukashenko agradeceu a visita de Putin a Belarus, a primeira do presidente russo desde 2019. Putin, por sua vez, destacou que os dois países têm conseguido reduzir de um modo seguro e efetivo a influências das sanções internacionais sobre suas economias.

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Os dois homens se encontraram pelo menos seis vezes em Moscou desde 24 de fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, usando o território belarusso como base para seu ataque a Kiev, a capital ucraniana, a apenas cerca de 80 quilômetros da fronteira com Belarus.

Visitas

Depois de meses enclausurado no Kremlin e em seu retiro rural perto de Moscou, Putin procurou nas últimas semanas projetar uma imagem mais prática. Sua viagem de ontem a Minsk, capital de Belarus, ocorre após uma visita na semana passada ao Quirguistão e uma visita, na sexta-feira, a um posto de comando militar russo em um local não revelado.

Lukashenko, que contou com tropas russas para reprimir uma revolta popular há dois anos, permitiu que Moscou usasse seu território para lançar mísseis e bombardeios contra a Ucrânia, mas até agora resistiu à pressão do Kremlin para enviar suas tropas para o campo de batalha.

Alerta

A reunião ocorre após repetidas advertências da Ucrânia de que as forças russas poderiam estar preparando uma nova ofensiva de Belarus, para tentar tomar Kiev ou interromper o fluxo de armas ocidentais da Polônia para a Ucrânia.

Muitos especialistas militares dizem acreditar que as Forças Armadas da Rússia estejam tão depauperadas que não têm condições de lançar nova ofensiva a partir de Belarus, com ou sem a participação de tropas belarussas.

Os ministros da Defesa da Rússia e de Belarus assinaram um acordo no início do mês para fortalecer os laços militares e, na semana passada, Minsk afirmou que estava verificando a prontidão de combate de suas tropas. A enxurrada de atividades militares em Belarus, incluindo a chegada de milhares de soldados russos para treinamento, pode ser parte de um elaborado estratagema destinado a forçar a Ucrânia a desviar suas tropas de frentes ativas no leste e no sul do país para o norte.

Konrad Muzika, um analista de defesa independente, disse que análise de dados pela inteligência sugere que a Rússia tem entre 10 mil e 15 mil soldados em treinamento em Belarus.

Quaisquer que sejam os objetivos da Rússia, o alarme está crescendo na Ucrânia. Mikhailo Podoliak, conselheiro da presidência, disse ao New York Times no domingo que a Ucrânia está se preparando para a possibilidade de a Rússia escalar a guerra lançando uma ofensiva de inverno.

Com informações de Agência Estado e agências internacionais

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