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Protesto nas ruas de Seul pedindo saída da presidente

Escândalo de corrupção e tráfico de influência envolvendo a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, leva dezenas de milhares de sul-coreanos às ruas de Seul

Pelo quarto final de semana consecutivo, dezenas de milhares de sul-coreanos saíram neste sábado (19) às ruas de Seul para pedir a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, supostamente envolvida em um grande escândalo de corrupção e tráfico de influência. 

“Renuncie, Park Geun-hye” é a frase mais dita pelos manifestantes e está em todos os cartazes que ocuparam a praça da Prefeitura e a avenida Gwanghwamun, na capital sul-coreana, em todos os protestos. A polícia esperava um participação de 50 mil pessoas, mas os organizadores acreditam que este número chegará a 500 mil, na manifestação que teve início no centro da capital, na Avenida Gwanghwamun, às 17h (hora local). Este é o último protesto convocado para pedir a renúncia de Park, desde que veio a tona o escândalo conhecido como “Choi Soon-sil Gate”, em referência a uma amiga da presidente acusada de intervir de forma oculta em assuntos do Estado e se enriquecer graças a esse contato.

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No momento mais forte do movimento, sábado passado, o centro de Seul foi tomado por 220 mil segundo a polícia e um milhão segundo os organizadores. Os manifestantes acompanharam o protesto com velas acesas e realizaram uma passeata pacífica rumo à Casa Azul, residência oficial da presidente. 

Protesto nas ruas de Seul pedindo saída da presidente

A acusação tem chamado para depor nas últimas semanas diversos ex-funcionários da Casa Azul (sede da presidência), diretores de grandes empresas sul-coreanas, além da mulher de 60 anos, que ao lado da presidente está no centro do escândalo, sua íntima amiga Choi Soon-sil.

O escândalo veio à tona após a descoberta de que Choi Soon-Sil, uma amiga íntima da presidente, sem cargo público, teria influenciado discursos e participado de forma oculta em assuntos de Estado. Choi também teria usado sua influência para arrecadar fundos para supostas instituições de caridade, para depois se apropriar de parte do dinheiro.

Imagem: Kim Hong-Ji/Reuters

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