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Presidente do Flu volta a criticar grama sintética

A polêmica sobre gramados sintéticos foi retomada no fim de semana em razão dos problemas na grama do Allianz Parque, estádio do Palmeiras

O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, atacou os gramados sintéticos nesta terça-feira. Em recado a rivais, o dirigente do time carioca afirmou que alguns clubes brasileiros estão mais preocupados em receber shows em seus estádios do que em brigar por títulos.

“Dizem que sintético diminui o custo. Meu amigo, se você tem um clube de futebol e não consegue manter um campo de grama, você não pode ter um clube de futebol. Vai ter que trabalhar com outra coisa. Se não, vira casa de show. E uma casa de show também atinge o critério desportivo. O clube deixa de jogar na sua casa para jogar em outra praça. Isso afeta desportivamente o campeonato e o próprio clube”, declarou Bittencourt.

Em uma longa entrevista coletiva, ele cutucou times rivais. “Vocês (jornalistas) deveriam perguntar aos clubes se fazer cinco shows paga um time de futebol. Se é melhor perder um título e fazer cinco shows. Eu prefiro ganhar títulos. Tem gente, de repente, que prefere fazer cinco shows.”

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A polêmica sobre gramados sintéticos foi retomada no fim de semana em razão dos problemas na grama do Allianz Parque, durante o clássico entre Palmeiras e Santos, pelo Paulistão. Jogadores, o técnico Abel Ferreira e a própria direção palmeirense fizeram críticas à qualidade do gramado. Ainda na segunda-feira, o Palmeiras decidiu desfazer o contrato comercial que mantinha com a Soccer Grass, que instalou em 2020 o gramado sintético no estádio.

Para Mário Bittencourt, o gramado sintético vem afetando os resultados do futebol nacional nos últimos anos. “O sintético muda o jogo. O jogador fica mais lento, porque a chuteira prende mais. O quique da bola é diferente. ‘Ah, mas é aprovado pela Fifa’, mas não necessariamente é bom. Em 80% dos jogos, é gramado natural. Ele traz uma modificação. Vou discutir resultado esportivo. Todo clube que começa a jogar em gramado sintético, nos primeiros dois ou três anos, tem um resultado em casa muito diferente. Pode buscar aí. Porque existe uma dificuldade natural em jogar lá.”

“Em nenhuma liga grande do mundo se joga em campo sintético. A Fifa autoriza em campos de clubes, mas não faz a Copa do Mundo em sintético. Se não estraga e é barato, por que todo mundo não faz? Porque os jogadores não gostam”, argumentou o presidente do Fluminense. Com informações de Agência Estado

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