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Ouro fecha em queda, sem abandonar nível de US$ 2.400 com expectativa

Mesmo com as pressões inflacionárias finalmente desacelerando, os preços mais elevados não vão sumir totalmente

O ouro fechou em leve queda, mantendo-se ainda acima do nível de US$ 2.400, diante da consolidação das apostas por cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião de setembro, após nova rodada de dados americanos. A dinâmica deve seguir pressionando o dólar, o que mantém um vetor de suporte aos preços do metal precioso, junto a incertezas geopolíticas.

O ouro para agosto fechou em baixa de 0,05%, em US$ 2.420,70 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Hoje, o ouro voltou a receber apoio do recuo do dólar e dos juros dos Treasuries, frente a consolidação de expectativas por início de cortes de juros do Federal Reserve (Fed) em setembro. Dados de inflação ao produtor (PPI) e sentimento do consumidor dos EUA, embora com leituras divergentes, sinalizaram progresso da desinflação americana, de acordo com a Capital Economics.

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O fundador da empresa de investimento britânica Ruffer, Matt Smith, vê potencial adicional de alta do ouro. Mesmo com as pressões inflacionárias finalmente desacelerando, os preços mais elevados não vão sumir totalmente. Esse desdobramento será benigno para o ouro, prata e platina, avaliou.

Smith observa ainda que, além de ser um hedge para a inflação, o ouro é um bem tangível e tende a ter um bom desempenho em momentos de corte de juros, uma vez que o dólar, normalmente, se desvaloriza em ciclos de alívio monetário nos EUA, dando maior atratividade para o metal amarelo como ativo seguro frente a incertezas geopolíticas.

A Oxford Economics também vê potencial de alta para o metal, destacando a presença de “fortes forças estruturais de demanda”, com a compra do ouro por BCs de economias emergentes, consumidores chineses e gerentes de fundos. “Como resultado, vemos fundamentos bullish para os preços do ouro operarem acima de US$ 2,5 mil por onça-troy até a metade de 2025”, projeta a consultoria. E a Oxford pondera que há possibilidade de alta ainda maior, a US$ 3 mil por onça-troy até o fim de 2026, caso o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) mantenha o mesmo ritmo de compras nos próximos anos. (Agência Estado)

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